Carta aos leitores | 04.04.24

Iniciamos abril e, assim, o período dedicado a se pensar sobre como o Brasil convive com aqueles que habitavam este território desde muito antes da chegada da esquadra comandada pelo navegador português Pedro Álvares Cabral a Pindorama – a “região das palmeiras”, como era conhecida a porção oriental da América do Sul por seus habitantes anteriores à colonização europeia. Muitas atividades pontuam a programação de instituições culturais e educacionais neste mês, mas sem dúvida uma delas ganha relevo: a posse de Ailton Krenak como imortal da Academia Brasileira de Letras. Krenak, já entrevistado pelo JU, integrou a Assembleia Nacional Constituinte e, desde então, tem escrito, falado, se posicionado e, assim, gerado transformação no pensamento brasileiro e no espírito do tempo que vivemos. Em sentido semelhante, o Memória JU desta semana relembra um marco nos 90 anos de história da UFRGS: o primeiro doutor indígena formado pela Universidade quatro anos atrás. Nas traduções para inglês, trazemos novamente uma pesquisa sobre como o ambiente universitário tem recebido mães indígenas.

Na reportagem, este número do JU apresenta a questão da moradia no espaço urbano e como formas alternativas têm emergido nesse contexto. O impacto do consumo do glúten na saúde, a intimidade em retratos e autorretratos e escrita de horror em literatura são temas de artigos. Na divulgação científica, a relação entre alimentação e discriminação racial, a possibilidade de um universo simulado na tela do computador e, traduzida, uma matéria sobre uma matéria sobre áreas remanescentes de Mata Atlântica no Litoral Norte do RS. Na seção Pinacoteca, a escultura de Dorothea Vergara em exposição permanente no prédio da Reitoria e, no destaque da agenda cultural, a abertura da termporada de uma peça, na Sala Qorpo Santo, sobre a aceitação da própria imagem no mundo contemporâneo.

Boa leitura!

*Foto: Marcelo Pires/JU