Lá se vão quase dois séculos de existência como nação independente, mas o Brasil ainda se mostra frágil em sua organização e, mais do que tudo, há descrença de uma parcela significativa das pessoas no que conhecemos como ‘instituições’. Ora, como seria possível organizar-nos enquanto sociedade sem instituições que operem de modo independente? A lógica de uma democracia justamente é de que as vontades individuais não se sobreponham às coletivas. E, claro, numa perspectiva contemporânea, isso quer dizer que devemos ser todos incluídos nesse processo a partir dos mecanismos de justiça social.
E o que muitas vezes aparenta ser uma realidade paralela na qual vivem certos grupos tem sido, na verdade, uma avalanche sem fim de desinformação que circula sobretudo em canais como as redes sociais – indicando, inclusive, a existência de sua disseminação não só proposital como muito bem orquestrada e financiada. Tentando contribuir para aprimorar o debate público a partir de informação qualificada é que trazemos nesta edição uma reportagem que trata da importância da segunda dose da vacina contra a covid-19 como medida essencial para sairmos desta pandemia. Complementando as questões ligadas à saúde, dois artigos abordam o centenário da descoberta da insulina e seus impactos sobre os cuidados em saúde. Não é essa prova suficiente do quanto devemos acreditar na ciência e nas instituições que a geram?
Ressaltando ainda a importância de instituições públicas como a UFRGS para a produção de conhecimento, trazemos um artigo sobre as regiões polares e seu lugar na geopolítica mundial. Na divulgação científica, uma pesquisa que trata da produtividade da soja, e, no destaque da programação cultural, oficinas que promovem a leitura no Colégio de Aplicação. Na série Minha Saudade, o olhar afetuoso de um estudante de Zootecnia sobre a Universidade, seus espaços e suas atividades.
Boa leitura!
*Foto de capa: Flávio Dutra

