Carta aos leitores | 14.03.24

Num mundo atravessado pelas lógicas e processos da web em sua versão mais colaborativa e descentralizada, a 2.0, é natural que a produção e o consumo cultural também tenham se transformado. Se antes o encontro entre artistas, obras e público dependia da presença, muitas têm sido as formas de subverter essa lógica. Além disso, o próprio modo de se informar sobre o que acontece nas artes – visuais, cinema, música, teatro, carnaval, circo e outras formas de expressão artística – tem sofrido mudanças profundas. Tendo isso em vista, esta edição traz uma reportagem sobre como o cinema brasileiro tem estabelecido conexão com novos públicos por meio de redes sociais. O destaque da programação cultural, em cartaz na Sala Redenção, também está na área fílmica e apresenta uma mostra que trata de direitos humanos.

Na divulgação científica, é topicalizado projeto que busca analisar e propor soluções para colisões entre aves e aeronaves; em vídeo produzido por alunos da Universidade, conhecemos aditivos orgânicos para a indústria de materiais compósitos. Na seção de artigos, o aprendizado no contexto da pandemia, o racismo ambiental em São José do Norte/RS e a arte olfativa na produção de Josely Carvalho. Traduzidos para o inglês, uma matéria sobre a representação de pessoas com nanismo na televisão e um estudo sobre a sobrevivência de companhias teatrais. No Meu Lugar na UFRGS, a história de uma professora que se dedica à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e, no Memória JU, uma matéria que, há 10 anos, discutia a proposta de parto humanizado.

Boa leitura!

*Foto: Marcelo Pires/JU


“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”