*Arte: Paulo Corrêa. Instalação Terragrita. Técnica mista: tecido, dente de animal sobre papelão pardo ondulado
Neste ano, pela primeira vez celebramos o 20 de novembro como feriado nacional. Se o percurso para superar o racismo é ainda longo, já podemos olhar para trás e ver alguns pontos de inflexão que marcam progressões alcançadas. Uma delas é a Lei n.° 10.639/2003, marco no reconhecimento da contribuição afro-brasileira para a formação da identidade nacional, instituindo a obrigatoriedade de seu ensino na educação básica. Com atuação fundamental na formulação da lei, a professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva recebe no dia 21 o título de Doutora Honoris Causa na UFRGS.
A mobilização da comunidade universitária para fortalecer a luta pela equidade étnico-racial no ambiente acadêmico segue com eventos propostos dentro do Novembro Negro, ação unificada pelo Núcleo de Estudos Africanos, Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi/UFRGS).
Para compor visualmente esta edição especial, convidamos o pintor, escultor e fotógrafo Paulo Corrêa. Com pinceladas orgânicas contemporâneas, inspiradas em Jean-Michel Basquiat, ele se propõe a divulgar a cultura negra por meio da arte, retratando pessoas próximas e figuras icônicas de referência.
Boa leitura!

Especial novembro negro 2024
Ensaio | Paulo Corrêa
Todo ano o JU convida artistas negros para comporem visualmente a edição alusiva ao Dia da Consciência Negra. Cada texto é acompanhado por uma obra do artista e o conjunto pode ser acessado na página especial do Ensaio.
Paulo Corrêa. Instalação Terragrita.
Tecido, dente de animal sobre papelão pardo ondulado.





