Esta é a última edição do JU em 2022, este ano no qual alternamos momentos de emoções diversas: a mudança no cenário da pandemia de covid-19 nos trouxe alívio; o surto de varíola dos macacos causou apreensão; tivemos medo de mais uma guerra de grandes proporções com a invasão da Ucrânia pela Rússia; entristecemo-nos com as mortes de ícones internacionais e nacionais como Elizabeth II, Mikhail Gorbatchov, Gal Costa, Erasmo Carlos, Rolando Boldrin e Jô Soares; fomos impressionados pela morte do chamado “Índio do Buraco”, último sobrevivente de uma etnia indígena brasileira; a nova rede 5G no Brasil nos abriu perspectiva para um mundo ainda mais conectado; o início do Censo pelo IBGE nos deixou otimistas, afinal teremos uma visão mais clara de quem somos enquanto povo brasileiro; o feito de Rebeca Andrade, primeira brasileira campeã mundial do individual geral de ginástica artística, nos alegrou com o que ela e essa conquista representam; entendemos que é possível fazer bom jornalismo por um longo tempo com o centenário da BBC, referência mundial; e, atônitos, vimos o anúncio, pela ONU, de que a população mundial passou de 8 bilhões de pessoas. Isso tudo sem contar muitos outros acontecimentos relevantes, como conflitos, massacres, eleições, nascimentos, conquistas e outras coisas que nos fazem sentir como se este fosse um ano curto para tudo que testemunhamos. Mas justamente é esse misto de coisas boas e ruins que nos faz sentir vivos e humanos e desejar, mais uma vez, um novo ano melhor.
Na tentativa de trazer questões relevantes deste tempo, esta edição apresenta, nas reportagens, uma discussão sobre a influência de profissionais que trabalham em pesquisa e os rankings que buscam medi-la e a nova tendência no circuito da leitura, os booktokers. Nos artigos, a criação culinária como patrimônio cultural, a preservação da memória das artes da cena e o ensino de finanças pelo Instagram. Na divulgação científica, a percepção de estudantes de Medicina sobre sua formação e, na cultura, o perfil da artista Caroline Veilson e os espetáculos teatrais em cartaz na Universidade. Fecha esta edição a trajetória do catador que hoje faz mestrado em Ciências Sociais como forma de contribuir para que seus pares de profissão ganhem visibilidade e melhores condições de vida e trabalho.
Nossa próxima edição será no dia 19 de janeiro, na semana em que a Universidade retoma as aulas da graduação. Nesse intervalo até lá, tomaremos um tempo para refletir sobre o ano que encerramos, planejar o próximo e elaborar nosso relatório anual de atividades.
Boa leitura e que 2023 seja um ano pleno de alegria, afeto e realizações!
“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”

