Carta aos leitores | 28.03.24

Homem negro, com óculos e demais equipamentos de proteção, aparece manuseando um eletrônico em ambiente que remete a uma empresa especializada no descarte consciente desses objetos.

Já faz tempo que parte significativa de nossa vida cotidiana depende de aparatos eletrônicos que desempenham muitas funções. Isso não é nenhuma novidade, mas desde que computadores, celulares e televisores passaram à categoria ‘smart’ a obsolescência tem se tornado uma questão. Se era possível manter um rádio analógico enquanto funcionasse ou alguém fosse capaz de consertá-lo, os aparelhos cujos sistemas estão amparados em processadores, sistemas e aplicativos não oferecem a mesma possibilidade, afinal as sucessivas e necessárias atualizações vão tornando o funcionamento cada vez mais lento até que esses dispositivos sejam paralisados. Essa realidade faz com que geremos, como humanidade, uma quantidade enorme de resíduos e com os quais começamos a ter de lidar. É sobre essa questão que a reportagem desta semana se debruça.

Na seção de artigos, os sentidos da pintura, um coletivo negro de Porto Alegre e questões de saúde de idosos com diabetes. Nas matérias de divulgação científica, novas descobertas sobre o ecossistema do Triássico Superior a partir da análise de um fóssil pré-histórico encontrado no Rio Grande do Sul. O Bem-estar desmistifica o “detox pós-Páscoa” e a Agenda Cultural destaca o concerto da Orquestra Filarmônica UFRGS. Já as traduções para inglês retomam a entrevista com o intelectual indígena Ailton Krenak e uma pesquisa sobre o uso médico de pele de tilápia. Finalmente, o Meu Lugar traz as vivências de um estudante haitiano na UFRGS e o Memória JU recupera uma reportagem sobre os acontecimentos de março de 1964.

Boa leitura!

*Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


“As manifestações expressas neste veículo não representam obrigatoriamente o posicionamento da UFRGS como um todo.”