Gabriel Chagas e o Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia

Meu Lugar na UFRGS | Recém-formado em Engenharia Civil destaca o diretório como um espaço de crescimento para os alunos

*Foto: Flávio Dutra/JU

A vontade de fazer a diferença na comunidade é central na trajetória de Gabriel Chagas, a começar pela escolha da carreira. Ingressou em Engenharia Civil com o intuito de ajudar a desenvolver a infraestrutura das cidades e o transporte público, área em que hoje trabalha.

Quando cursava a graduação, vieram a pandemia e a suspensão das atividades presenciais na Universidade, o que motivou o estudante a ingressar na diretoria no Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia (CEUE). A entrada no CEUE, conta, veio de uma necessidade de criar novos laços e de manter a relação com a Universidade naquele período de afastamento.

Entre 2020 e 2022, Gabriel passou por diferentes cargos e atividades no diretório. Começou atuando na extensão social, setor responsável por projetos humanitários e de autocuidado e que promove campanhas de doação e conscientização, além de eventos sobre tópicos como diversidade, inclusão e meio ambiente.

A saúde mental é um dos principais temas do setor de extensão social do diretório e, com a pandemia, ganhou ainda mais relevância. Um dos projetos, o Meu i0, promove atividades sobre saúde mental, faz encaminhamento para psicoterapia (a valores sociais) e realiza campanhas de conscientização sobre o tema. O nome do projeto faz referência aos sete índices (i1, i2, i3, i4, i5, i6 e i7) que compõem o Ordenamento de Matrícula – sistema que define a ordem de preferência de alunos na distribuição das vagas nas disciplinas.

Em 2022, bem na fase de retorno às atividades presenciais, Gabriel passou a ser diretor do CEUE. “Acho que o principal desafio do CEUE [nesse período] foi tentar resgatar os alunos a voltarem para a sala de aula”, aponta.

Naquele momento, as confraternizações e os encontros também iam se estabelecendo aos poucos: Gabriel conta com carinho da primeira recepção aos bixos realizada presencialmente, durante a gestão dele no diretório. “Acho que esse foi um ponto-chave”, diz.

Ele se afastou do diretório em dezembro de 2022, quando já se encaminhava para o final da graduação e precisava se dedicar ao trabalho de conclusão de curso. Gabriel se formou em maio e, hoje, trabalha na área que o motivou a ir para a Engenharia Civil: a de infraestrutura. “Eu trabalho numa empresa de projetos de infraestrutura, uma empresa que abrange um pouco de tudo, desde a parte de saneamento, de água e esgoto até a parte de mobilidade urbana, de transportes”, explica o engenheiro.

Mesmo já fora da Universidade, Gabriel leva os aprendizados que teve no período de gestão do diretório. Um exemplo é que, mesmo com a separação em áreas (os diretores e colaboradores do CEUE se dividem em nove áreas, como Extensão Social, Financeiro, Pessoas e Acadêmico), o trabalho em equipe é um dos eixos fundamentais. “A gente tem um pensamento de que, mesmo não sendo ‘do meu setor’, é um projeto do CEUE, então a gente sempre dá suporte ou faz projetos em colaboração entre os setores”, exemplifica.

“A gente cria projetos do zero, a gente mantém projetos tradicionais, então a gente acaba aprendendo a organizar, a ter esse senso de responsabilidade. Com certeza eu me desenvolvi em todos os aspectos, principalmente naqueles que na engenharia a gente não vê, que são as chamadas soft skills, que são habilidades de comunicação, de gerenciamento, de liderar a equipe, enfim, de trabalhar em equipe”

Gabriel Chagas

‘Um espaço de alunos para alunos’: para ele, essa é a definição do CEUE. “É uma instituição que entende o que os alunos precisam e tenta preencher essas lacunas dentro da Universidade para que a experiência [desses alunos] seja a melhor possível”, conclui.


A série Meu Lugar na UFRGS é um projeto conjunto entre o JU e a UFRGS TV. Confira abaixo a reportagem em vídeo: