Cultura | Programação conta com palestra sobre memória e patrimônio no espaço digital e apresentação de contação de histórias
*Foto de capa: Cena de Guilherme Augusto/ Divulgação
No dia 17 de maio, às 18h30, o Museu da UFRGS promove a palestra Museus Virtuais, Museus Atuais, com Priscila Chagas Oliveira, dentro da programação da 19.ª Semana dos Museus, que neste ano tem como temática “O futuro dos museus: recuperar e reimaginar”. A atividade tem transmissão pelo perfil do Museu da UFRGS no Facebook e conta com interpretação em Libras.
Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e assessora de gestão museológica do Museu das Memórias (In)Possíveis, Priscila adianta que a palestra irá focar na importância do computador e da internet na manutenção e na construção de laços sociais. Ela discutirá algumas características que marcam o tempo atual e favorecem uma nova configuração social e cultural, e que modificam a relação que temos com a memória social e o patrimônio cultural.
“É a partir do computador conectado à internet que nos encontramos, narramos nossas experiências e (re)construímos nossas memórias. Dessa forma, os museus se veem instigados a adentrar no universo da virtualidade e, com isso, atualizam-se em fenômenos museológicos diversos: museus e memoriais virtuais, acervos digitais, acervos multimídias, entre outros”
Priscila Chagas Oliveira
Para Priscila, o movimento de virtualização vinha ocorrendo a passos lentos no campo da museologia desde a popularização da internet nos anos 90. A pandemia de covid-19 forçou, de maneira abrupta, segundo ela, a entrada no universo digital e virtual. “As questões que se colocaram foram: como continuar exercendo a função social dos museus ante as restrições sanitárias impostas? e como manter o público ativo e engajado em um museu que está com suas portas físicas fechadas? Nesse momento, as instituições se viram compelidas a criar estratégias criativas de comunicação museológica talvez nunca utilizadas.”
A doutoranda cita como exemplo a entrada dos museus em redes sociais como o TikTok e as propostas interativas de contato com o público, como o #pinadesafio da Pinacoteca de São Paulo, proposta em que os seguidores são desafiados a recriar uma obra da coleção em suas casas. Essas propostas virtuais, acredita Priscila, “alimentam uma nova perspectiva mais dialógica e participativa do processo museológico”.
Contação de histórias
Complementa a programação, no dia 19 de maio, às 18h30, uma live do Projeto de Extensão Conta Mais, com o lançamento da produção audiovisual de Guilherme Augusto Araújo Fernandes, seguido de conversa com os atores envolvidos na ação. A atividade também tem transmissão pelo perfil do Museu da UFRGS no Facebook.
Trata-se de adaptação livre do livro infantil de mesmo nome escrito por Mem Fox. Foi produzida e executada por bolsistas do projeto no período de dezembro de 2020 a março de 2021. Rafaela Lima Pereira, estudante do 6.º semestre de Teatro e ex-bolsista da ação de extensão, relata que originalmente o projeto propunha interação com as escolas públicas, ao se contarem histórias que tematizam a memória e o patrimônio cultural; com o advento da pandemia, no entanto, tiveram que reajustar as atividades, optando pelo uso do vídeo.
Rafaela conta que ela e os colegas do projeto Guilherme Mallman Cibulski e Gustavo Toledo Rodrigues – também alunos de Teatro – não tinham experiência prévia com gravação e edição e aprenderam fazendo. Coube a ela fazer o roteiro, a montagem e definir a trilha sonora. O grupo fez de forma coletiva figurinos, filmagens e direção.
A história narra as aventuras de um menino, Guilherme Augusto Araújo Fernandes, que mora ao lado de um asilo e mantém uma amizade especial com uma das moradoras, Dona Antônia, que narra lembranças trazidas pelos objetos com que ele a presenteia. A produção audiovisual discute, assim, memória, esquecimento, patrimônio e a relação entre gerações e a cultura da oralidade, presentes na contação de histórias.






