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DIFERENÇAS ENTRE ALIMENTOS FUNCIONAIS E NUTRIÇÃO FUNCIONAL

Usualmente o termo “Nutrição Funcional” tem sido compreendido basicamente como a prescrição e/ou o consumo de alimentos funcionais, ou seja, considera-se que um único alimento ou um pequeno grupo deles, isoladamente, possa vir a exercer a “função” de nos proteger contra algumas enfermidades ou ainda promover um estado de saúde. 

Precisamos esclarecer, portanto, o que vem a ser exatamente a Nutrição Funcional e o que, relativamente à alimentação, pode, sim, nos proporcionar saúde e, com isso, o incremento da capacidade do nosso organismo de combater possíveis agentes agressores.

A Nutrição Funcional foi introduzida no Brasil em 1999 pelo nutricionista e farmacêutico Gabriel de Carvalho e tem sua base na denominada “teia” ou Matriz da Nutrição Funcional da qual fazem parte e se intercomunicam os seguintes fatores relacionados ao paciente:

  • antecedentes (base genética, história pessoal e familiar);
  • gatilhos (elementos desencadeantes);
  • mediadores ou perpetuadores (neurotransmissores, hormônios, etc.);
  • processos individuais de assimilação, defesa e reparo;
  • produção de energia, biotransformação e eliminação;
  • comunicação e transporte;
  • integridade estrutural;
  • contexto de vida em termos mentais, emocionais e espirituais; e
  • fatores de estilo de vida personalizados: sono e relaxamento, exercício e movimento, nutrição e hidratação, estresse e resiliência e, por fim, relacionamentos e trabalho em equipe.

As reações metabólicas ocorrem envolvendo diversos elementos e decorrem da interação sinérgica entre eles. Não será, portanto, de fato, um único nutriente nem um único alimento ou um pequeno grupo de alimentos apenas o que poderá garantir o desempenho adequado do nosso organismo como um todo. 

A partir desse entendimento, podemos dizer que variedade, qualidade, quantidade, adequação e equilíbrio na alimentação estão mais próximos de garantir o êxito pretendido, ou seja, a saúde e o bem-estar.

Certos alimentos podem vir a ser considerados funcionais quando têm a capacidade de produzir um impacto positivo à saúde, além de contribuir com seu valor nutricional. Então, dentro de todo um contexto de estilo de vida saudável e alimentação saudável – como, p. ex., a preconizada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira –  podemos, sim, adequar o consumo desses alimentos de acordo com as nossas necessidades específicas, lembrando ainda que o nutricionista é o profissional capacitado para esse tipo de orientação individual.

 

Patricia Soeiro Petroski

Nutricionista – CRN2 11247

 

 

 

Referências

Moraes F. P. e Colla L. M. / Revista Eletrônica de Farmácia Vol. 3 (2), 99-112, 2006.

Gabriel de Carvalho – Curso Interpretação de Exames Laboratoriais. Turma IV.

 

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