
Chega dezembro, o último mês do calendário, e os convites para confraternizações de final do ano começam a rechear as nossas agendas. Nessa época, também, iniciam-se os preparativos para as ceias natalinas e de ano-novo, que muitas vezes estão recheadas de significados em seus pratos. Da mesma forma, tradições familiares ou culturais de cada país ou região se fazem presentes nas mesas, com quitutes que transcendem as gerações.
Antes de iniciarmos nosso texto, gostaríamos de propor uma reflexão a vocês: que pratos vocês trazem na memória como sinônimo de natal ou ano-novo? Quem geralmente prepara esse prato e quais as principais sensações que emanam dele? Os ingredientes utilizados são comumente usados em outras preparações ou são especialmente adquiridos para essas confraternizações?
Todos esses aspectos são muito importantes ao considerarmos que nossa alimentação não depende apenas de um ou outro fator, mas sim de um conjunto deles. Os símbolos e seus significados também se fazem de extrema relevância ao levar em conta os eventos festivos e confraternizações. Muitas vezes, esses símbolos são construídos dentro da família ou até de um grupo de amigos, e o prato acaba se tornando sinônimo de celebração.
Considerando tudo isso, vamos ao que interessa! As confraternizações de final de ano podem variar seus pratos de acordo com a família e com a região, mas algumas preparações marcam forte presença nas mesas: arroz à grega – com ou sem uva passa? -, panetone, rabanada, chester ou peru assados, salpicão, torta-fria, lentilha, bacalhau, frutas (uva, abacaxi, romã), lombinho ou pernil de porco… enfim, são pratos que não acabam mais! Às vezes, com o uso da criatividade, podemos também reinventar pratos simples, como saladas, adicionando frutas ou castanhas e fazendo um empratamento diferente.
Muitos desses pratos citados possuem algum significado por trás, que podem ser derivados de crenças ou de superstições. No caso da lentilha no ano-novo, por exemplo, o conhecimento popular diz que é importante comer na ceia para trazer fortuna no ano que está por vir, uma vez que seus grãos lembram moedas. Há quem diga, também, que aves devem ser preparadas no jantar natalino, mas não no réveillon, uma vez que elas ciscam para trás, dando a entender que no ano-novo deve-se buscar por pratos que levem “para frente”, como peixe e porco, para atrair a prosperidade. Se é verdade ou não, fica a cargo de cada um acreditar naquilo que pensa ser melhor para si.
Nessas ocasiões, o importante mesmo é estar ao lado de amigos e familiares queridos e, de fato, comemorar as conquistas de mais um ano que se passou. Comer em conjunto, partilhar o momento da refeição com que a gente gosta, é uma das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Apenas os seres humanos têm o poder de cozinhar e transformar alimentos in natura em preparações incríveis e cheias de significado! Então, que tal desenvolver essa habilidade e cozinhar um prato que você gosta para compartilhar junto de pessoas especiais? Fica aqui o convite! Um bom final de ano para todos nós!
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Fabiana Tanabe
Nutricionista – CRN2 9727
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ReferênciasBrasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.





