Texto elaborado por Fabiana Tanabe, nutricionista (CRN2 9727) na DPSD/PRAE/UFRGS.
Já faz algum tempo que compartilhamos aqui no nosso blog sobre as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira que, em sua segunda edição, orienta para que os cidadãos brasileiros priorizem alimentos in natura e minimamente processados, como arroz, feijão, carnes, frutas e verduras em sua alimentação. Outra orientação bastante importante do Guia é evitar ao máximo a ingestão de produtos ultraprocessados, que nada mais são do que formulações industriais que imitam comida, mas que estão bem longe do que pode ser considerado comida de verdade.
Nosso Guia Alimentar brasileiro trouxe, dessa forma, as classificações dos alimentos de acordo com o grau de processamento, chamada de classificação NOVA, sendo considerado inovador por também resgatar as relações socioculturais que as pessoas têm com a comida. Por sua vez, as denominações ali presentes começaram a ser reconhecidas e utilizadas não só a nível nacional, mas também por cientistas e pesquisadores internacionais. Entretanto, era natural que muitos profissionais também questionassem essa nova forma de lidar com a alimentação e que, eventualmente, também duvidassem dos malefícios causados pelos ultraprocessados.
Pois foi exatamente nesse contexto de dúvida e ceticismo quanto às novas classificações de acordo com o grau de processamento e os malefícios atrelados ao consumo de ultraprocessados que o médico infectologista britânico Chris Van Tulleken iniciou sua trajetória de experimentos em si mesmo sobre o assunto. Durante algumas semanas, o profissional da saúde foi se alimentando à base desses produtos ao mesmo tempo que buscava informações sobre como esses itens eram produzidos e como se dava a sua cadeia de distribuição. Ao final, juntou todos esses dados e publicou em um livro intitulado “Gente Ultraprocessada”, o qual é a nossa dica de leitura de nosso texto de hoje. Recomendamos a leitura para que você, assim como o autor, tire todas as suas dúvidas relacionadas aos ultraprocessados e, assim, consiga diminuir o consumo desses produtos e, de quebra, melhorar a sua saúde. Boa leitura!





