Nilton Mullet Pereira [1], Diego Souza Marques [2]
Resumo
O artigo propõe discutir os limites de um ensino situado entre a identidade e a diferença. Nesse sentido, realiza uma análise do ensino de História como espaço de produção de identidades e como lugar do ensino da diferença. Constata que o ensino de História, no Brasil, que em outro tempo foi lugar de construção da nacionalidade, espaço onde se afirmavam os valores da nação, hoje se converte no lugar da identidade. O que propomos discutir é que o ensino de História e a própria História vivem um dilema desde sua liberação, ante a servidão a um ensino voltado à afirmação dos valores do Estado-Nação, como foi desde o século XIX. Esse dilema é, justamente, se o ensino de História se volta para a identidade ou para a diferença; se o ensino de História constitui-se em um espaço de memória, revelando-se como disciplina útil aos interesses dos grupos identitários ou se apresenta como um palco por onde desfilam diferenças e experiências alheias à realidade dos estudantes. Ao mesmo tempo, o artigo discute o papel da narrativa na aula de História, como estratégia expressiva para enunciar a diferença e para redefinir as relações entre as novas gerações com seu passado.
Palavras-chave: Ensino de História. Identidade. Diferença
[1] Nilton Mullet Pereira, professor da UFRGS, área de Ensino de História. Licenciado
em História, doutor em Educação. E-mail: niltonmp.pead@gmail.com
[2] Diego Souza Marques, licenciado em História pela UFRGS, mestrando em
Educação-UFRGS. E-mail: diego.souzamarques@gmail.com