Da memória ao ensino de História:uma abordagem crítica do regionalismo gaúcho na sala de aula

Jocelito Zalla

Colégio de Aplicação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

O presente artigo pretende apontar os principais resultados do projeto “Entre identidade e estereótipo: gauchismo, memória pública regional e ensino de História”, uma pesquisa-ação desenvolvida no Colégio de Aplicação da UFRGS, no biênio 2011/2012. A metodologia empregada implicou na construção de ciclos de estudos sequenciais a partir da análise contínua das práticas docentes, visando à sua transformação e à construção, de forma crítica e historiográfica, de um currículo sobre a temática do regionalismo gaúcho. Com a ação se mostrou ser possível o distanciamento dos discursos folcloristas, tomando-se a memória pública e o modelo hegemônico de identidade regional no Rio Grande do Sul como objeto de estudo e análise. Através de uma história das representações históricas do Rio Grande, construiu-se instrumental cognitivo e reflexivo aplicável a outros contextos e problemas culturais, como os conceitos e noções de memória, história, História, cultura, tradição, identidade, estereótipo, monumento, documento, representação, gênero, classe e etnia.

Palavras-chave: Ensino de História, memória, identidade, gauchismo, regionalismo

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Docência em História: implicações das novas disposições curriculares do ensino médio

Nilton Mullet Pereira 
Fernando Seffner 
Carmem Zeli Gil
Carla Meinerz

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Resumo

Trata-se de um exercício de escrita inédito, resultado de reflexões realizadas pelo grupo de professores da área de ensino de História sobre o tema do ensino médio. A preocupação central é compreender o processo de mudanças no ensino médio propostas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelos governos estaduais, na perspectiva do ensino de História.
Abordamos quatro enfoques conceituais e teóricos: o primeiro refere-se à própria compreensão dos processos de mudanças propostos e sua relação com o ensino de História; o segundo refere-se à centralidade da pesquisa, que assume um caráter de operador estratégico do princípio da interdisciplinaridade e da contextualidade; o terceiro consiste na compreensão do papel dos agentes principais do ensino médio, que são os jovens e as culturas juvenis; o quarto diz respeito ao tema da memória e do patrimônio, uma vez que o ensino de História consiste em um movimento de criação/recriação da memória histórica.
Palavras-chave: ensino médio; ensino de História; pesquisa.

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Publicado em: Rev. bras. Estud. pedagog. (online), Brasília, v. 95, n. 239, p. 152-174, jan./abr. 2014.

Narrativa do Estranhamento: Ensino de História entre a Identidade e Diferença

Nilton Mullet Pereira [1], Diego Souza Marques [2]

Resumo

O artigo propõe discutir os limites de um ensino situado entre a identidade e a diferença. Nesse sentido, realiza uma análise do ensino de História como espaço de produção de identidades e como lugar do ensino da diferença. Constata que o ensino de História, no Brasil, que em outro tempo foi lugar de construção da nacionalidade, espaço onde se afirmavam os valores da nação, hoje se converte no lugar da identidade. O que propomos discutir é que o ensino de História e a própria História vivem um dilema desde sua liberação, ante a servidão a um ensino voltado à afirmação dos valores do Estado-Nação, como foi desde o século XIX. Esse dilema é, justamente, se o ensino de História se volta para a identidade ou para a diferença; se o ensino de História constitui-se em um espaço de memória, revelando-se como disciplina útil aos interesses dos grupos identitários ou se apresenta como um palco por onde desfilam diferenças e experiências alheias à realidade dos estudantes. Ao mesmo tempo, o artigo discute o papel da narrativa na aula de História, como estratégia expressiva para enunciar a diferença e para redefinir as relações entre as novas gerações com seu passado.

Palavras-chave: Ensino de História. Identidade. Diferença

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[1] Nilton Mullet Pereira, professor da UFRGS, área de Ensino de História. Licenciado
em História, doutor em Educação. E-mail: niltonmp.pead@gmail.com
[2] Diego Souza Marques, licenciado em História pela UFRGS, mestrando em
Educação-UFRGS. E-mail: diego.souzamarques@gmail.com

Docência em História: implicações das novas disposições curriculares do ensino médio

Nilton Mullet Pereira, Fernando Seffner, Carmem Zeli Gil, Carla Meinerz. 

Rev. bras. Estud. pedagog. (online), Brasília, v. 95, n. 239, p. 152-174, jan./abr. 2014. Disponível em: http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/issue/view/179/showToc

Resumo

Trata-se de um exercício de escrita inédito, resultado de reflexões realizadas pelo grupo de professores da área de ensino de História sobre o tema do ensino médio. A preocupação central é compreender o processo de mudanças no ensino médio propostas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelos governos estaduais, na perspectiva do ensino de História. Abordamos quatro enfoques conceituais e teóricos: o primeiro refere-se à própria compreensão dos processos de mudanças propostos e sua relação com o ensino de História; o segundo refere-se à centralidade da pesquisa, que assume um caráter de operador estratégico do princípio da interdisciplinaridade e da contextualidade; o terceiro consiste na compreensão do papel dos agentes principais do ensino médio, que são os jovens e as culturas juvenis; o quarto diz respeito ao tema da memória e do patrimônio, uma vez que o ensino de História consiste em um movimento de criação/recriação da memória histórica.

Palavras-chave: ensino médio; ensino de História; pesquisa.

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A produção de livros didáticos: tensões e diálogos

AZEVEDO, Paulo Sérgio de Souza de.  Revista Latino-Americana de História, PPGH-UNISINOS, vol. 2, nº. 6 –agosto de 2013.

Resumo

Este trabalho foi elaborado no âmbito do projeto de pesquisa Docência em História em diálogo com as culturas juvenis, desenvolvido na FACED/UFRGS. Inserido neste projeto, o presente estudo, oriundo de uma bolsa BIC UFRGS, tem por objetivo compreender a produção de livros didáticos, tomando como referência duas coleções do Ensino Médio aprovadas no PNLD 2012, manuais do PNLD e entrevistas com profissionais envolvidos na produção de livros didáticos. A realização deste estudo levou em conta as tensões e diálogos entre os diferentes profissionais envolvidos na produção de livros didáticos, como autores, diagramadores, ilustradores e editores. O trabalho apontou para a melhoria na qualidade (textura, material, legibilidade, etc.) dos livros produzidos, muito em função das exigências das políticas públicas relativas à compra e distribuição dos LD. Mediante análise das entrevistas foi possível verificar uma especialização dos setores da produção, com a pouca conexão entre os profissionais das áreas envolvidas. Outra constatação diz respeito ao livro didático ser encarado como uma mercadoria, direcionada para um público escolar, mas que se pauta, especialmente, pelas diretrizes estabelecidas pelo governo, principal comprador deste tipo de material.

Palavras-chave: Produção de livros didáticos. Políticas Públicas. Mercado editorial.

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Vestígios do Passado: Documento e Ensino de História

PEREIRA, Nilton Mullet; FRAGA, Gabriel Torelly. Vestígios do Passado: Documento e Ensino de História. Anais Eletrônicos do IX Encontro Nacional dos Pesquisadores do Ensino de História. Abril de 2011– Florianópolis/SC.

Resumo

O estudo é parte do trabalho de pesquisa “Vestígios do passado: fontes e ensino de História”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com financiamento do CNPQ. Este artigo aborda o uso do documento no ensino de História, problematizando tanto o caráter ilustrativo, quanto o caráter de prova que, por vezes, o documento assume nas obras didáticas e na aula de História. Questiona a política de identidade, subjacente aos objetivos pedagógicos do uso do documento, uma vez que se pretende uma aproximação/identificação do passado com a realidade do estudante, através do documento. Ao discutir as bases teóricas da noção de documento, procura redimensionar o uso das fontes em sala de aula, procurando conceber esse uso como veículo de políticas de estranhamento e de diferença.

Palavras-chave: Documento, Ensino, História.

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Amor e culpa na educação libertadora

PEREIRA, Nilton Mullet. Educação Unisinos, 10(3):209-214, setembro/dezembro 2006.

Resumo

Este artigo, a partir da concepção de história extraída dos escritos de Michel Foucault, lança um olhar genealógico sobre a relação amorosa proposta pela pedagogia freireana e mostra como o conceito de culpa, tão caro à civilização cristã ocidental, é elemento central da pedagogia amorosa de Paulo Freire, no processo de constituição da subjetividade dos oprimidos. Nesse sentido, o texto coloca em discussão o caráter histórico dos enunciados da educação libertadora e questiona as estratégias que ela utiliza, ao propor uma relação ascética, para construir a subjetividade dos oprimidos.

Palavras-chave: história, educação libertadora, amor

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