Arquivo da categoria: Pesquisa

Racializando o ensino de história: relações sociais escolares e disputas curriculares, sob o olhar do pós-abolição e da Educação das Relações Étnico- raciais.

O projeto investiga a significação da cor da pele e de categorias correlatas em salas de aula dos anos finais do Ensino Fundamental. O objetivo é analisar a influência da racialização operada nas relações sociais e na construção de currículos escolares em disputa, sobre o que se ensina e o que se aprende em história.

Como desdobramentos da pesquisa, estão previstas formações docentes e produção de materiais didáticos, cuja elaboração será informada por situações observadas em escolas da rede pública e por conhecimentos e inquietações de professores/as da educação básica. Este é um projeto comprometido com a Educação para as RelaçõesÉtnico-raciais, orientado pela premissa da descolonização curricular, e referenciado na história do Pós-abolição e na história social do racismo.

Coordenação: Sarah Calvi Amaral Silva (DEC/FACED)

Link : Em breve

Aprendizagem em História como arte de criar encontros alegres

Aprendizagem em História como um modo de abrir-se para o ilimitado das experiências dos seres do mundo. Aprendizagem com inteligência e intuição.

Aprendizagem que transita pelas 3 dimensões do conhecimento, conforme Spinoza. Aproximar o pensamento de Baruch Spinoza do campo do ensino de História. Pesquisar modos de aprender envolvidos com a arte e com a alegria de criar novas relações. Aproximação do pensamento de Ailton Krenak do campo do ensino de História.

Pesquisa bibliográfica: campo da filosofia da diferença e da arte. Pensamento indígena brasileiro. Pesquisa sobre materiais didáticos que tematizem a aprendizagem das relações entre os seres. Pesquisa sobre relações que são encontros que produzem expansão da potência de vida dos seres.

Equipe : 

Nilton Mullet Pereira (UFRGS);

Gabriel Torelly (UFSC);

Marcello Paniz Giacomoni (CAp UFRGS); Tanara Forte Furtado (FORPROF UFRGS); Amanda Rodrigues (SMED-POA);

Fernanda Golembiewski (SMED-Alvorada)

 

Número de Alunos : 3 

Jogos, conceitos e aprendizagem histórica.

Nossa sociedade faria jus ao título da célebre obra de Johan Huizinga, Homo Ludens, o homem que joga. O ato de jogar percorre nosso cotidiano, do futebol aos mais variados aplicativos em celulares. Jogamos porque gostamos, pois no ato de jogar a tensão e a alegria proporcionam uma suspensão da vida cotidiana, e encontramo-nos no que Huizinga chama de “círculo mágico”, um espaço em que nos entregamos a outra narrativa. Mas não se trata (apenas) de brincar; a perspectiva teórica em que nos situamos defende que os jogos são espaços privilegiados para construção de conhecimentos e conceitos, especialmente devido ao seu caráter imersivo e vivencial.

Para além de uma defesa teórica, este projeto propõe a aplicação e observação de jogos em salas de aula do componente curricular de História. Ao longo do projeto serão conduzidas sequências didáticas em uma escola pública da rede federal na cidade de Porto Alegre, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Estas sequências serão oferecidas em turmas pares de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, sempre de forma alternada: enquanto uma turma iniciará os estudos de determinadas temáticas através de aulas expositivas ou leitura de textos (práticas que chamamos de habituais), a outra iniciará os estudos com um jogo didático especialmente produzido para o ensino de História.

Na pŕóxima temática, a mesma proposta será alternada: a turma que iniciou com o jogo inicia com a sequência didática expositiva ou através de leituras, e vice versa. Tal procedimento será aplicado sete vezes, iniciando em 2019 com as turmas de 6º ano, e prosseguindo em 2020 com as mesmas turmas, então no 7º ano.

A proposta pretende mapear, através de avaliações formais e grupos focais, a qualidade da formação dos conhecimentos e dos conceitos a partir da comparação entre as turmas. O projeto também objetiva a produção de design, ilustração e impressão dos jogos didáticos a serem utilizados nas etapas da pesquisa, sendo que agregam-se aos resultados da pesquisa a própria produção de materiais didáticos.

Marcello Paniz Giacomoni (Coordenador – CAp UFRGS)

Projeto apresentado em capítulo sobre a pesquisa no Ensino de História: GIACOMONI, Marcello Paniz; SILVA, Lucas Victor. O jogo como fonte e objeto de pesquisa: possibilidades da pesquisa sobre o uso de jogos no ensino de História. In: ANDRADE, Juliana Alves de; PEREIRA, Nilton Mullet. Ensino de História e suas práticas de pesquisa. 2. ed. [e-book]. São Leopoldo: Oikos, 2021.

Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/220721/001125511.pdf 

Projeto Imprensa Negra Educadora (Pine): pós-abolição, ensino de história e antirracismo

As leis n. 10.639/2003 e n. 11.645/2008, frutos de mobilizações dos movimentos negro e indígena, deram redação ao artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a um conjunto de normativas, tornando obrigatório e política de Estado o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena e a educação das relações étnico-raciais (ERER) nos estabelecimentos de educação básica e em cursos de formação inicial e continuada de professoras/es.

Nessa esteira, outras políticas públicas educacionais de reparação foram promulgadas, ampliando o contingente de estudantes negras/os e indígenas nas universidades, bem como a produção de pesquisas de graduação e pós-graduação sobre a história e a cultura africana, afro-brasileira e indígena.

Dessa forma, o presente projeto de pesquisa pretende investigar a potencialidade educadora da imprensa negra, especialmente do jornal O Exemplo (1892-1930) de Porto Alegre, seus intelectuais, territórios e associações, visando a produção, disputa e divulgação de conhecimentos históricos, materiais didáticos e ações educativas em ambientes físicos e digitais. Para isso, visa construir espaços e estratégias de reparação no campo educacional, sobretudo no que diz respeito à implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a ERER, investindo na articulação entre os campos do pós-abolição e do ensino de história e na potência do protagonismo de acadêmicos/as negras/os.

Conecta-se a uma ação de extensão, que em seu terceiro reoferecimento firmou e ampliou os vínculos e parcerias com a comunidade escolar e com a plataforma Wikipédia. Articula-se também com atividades de ensino vinculadas aos estágios de docência em História, nos quais a equipe mobilizou jornais da imprensa negra gaúcha na construção de propostas educativas.

Equipe : 

Melina Kleinert Perussatto – coordenadora geral;

Andressa Barbosa – graduanda em História – Licenciatura na UFRGS, bolsista voluntária e pesquisadora no projeto;

Bruna Gabriela Santos Escouto – mestranda em História na UFRGS e pesquisadora no projeto;

João Vitor Barbosa de Brito – graduando em História – Licenciatura na UFRGS, bolsista de extensão e pesquisador no projeto;

Jonas Silveira da Silva – mestrando em História na UFRGS, bolsista de Iniciação Científica e pesquisador no projeto;

Maria Julia de Lima Silva – mestranda em História na UFRGS e pesquisadora no projeto;

Matheus Menezes Marçal – graduando em História – Licenciatura na UFRGS e pesquisadora no projeto;

Stella Ferreira – graduanda em História – Bacharelado na UFRGS, bolsista voluntária e pesquisadora no projeto.

Link : https://www.ufrgs.br/pine

instagram.com/pine.ufrgs21

 

Capítulo de livro: SILVEIRA, A. B. ; ESCOUTO, B. G. S. ; SILVA, J. S. ; SILVA, M. J. L. ; MARCAL, M. M. ; PERUSSATTO, M. ; FERREIRA, S. “Meu caminho está antes de mim”: de barbeiros a jornalistas, imprensa e protagonismos negros em Porto Alegre. In: José Rivair Macedo, Paulo Roberto Staudt Moreira, Véra Lucia Maciel Barroso. (Org.). Racismo, relações de poder e história negra em Porto Alegre: séculos XIX-XX. 1ed.Porto Alegre: Evangraf; ISCMPA, 2023, v. 1, p. 258-277. https://x.gd/iQxBZ

Capítulo de livro: MIRANDA, A. V.; RODRIGUES, J. O. ; PERUSSATTO, M. O Exemplo, um território negro em movimento: mapas virtuais e suas possibilidades para a história pública e para o ensino de História do pós-abolição. In: José Rivair Macedo, Paulo Roberto Staudt Moreira, Véra Lucia Maciel Barroso. (Org.). Racismo, relações de poder e história negra em Porto Alegre: séculos XIX-XX. 1ed. Porto Alegre: Evangraf; ISCMPA, 2023, v. 1, p. 278-296. https://x.gd/iQxBZ

Capítulo de livro: SILVA, Jonas; SILVA, Maria Julia; MARÇAL, Matheus; PERUSSATTO,Melina. Wikipédia e a construção de uma história por mãos negras no espaço digital: discussões a partir do PINE/UFRGS. In: A Wikimedia no Brasil: o poder e os desafios do conhecimento livre (no prelo).

Resumo em Anais: SILVEIRA, Jonas. Jornal O exemplo: de 1892 a 2023 Uma luta constante. Resumo. Salão de Iniciação Científica (35: 2023, nov. 6-10: UFRGS, Porto Alegre, RS). https://lume.ufrgs.br/handle/10183/269910

Resumo em Anais: SILVA, Maria Júlia. “Reclamar direitos de que forma se somos meros cidadãos e eles o sistema?”: uma análise da dimensão educativa presente nas canções do grupo Racionais MC’s. Resumo. Salão de Iniciação Científica (35: 2023, nov. 6-10: UFRGS, Porto Alegre, RS). https://lume.ufrgs.br/handle/10183/269569

Resumo em Anais: SILVA, Maria Júlia. “Somos todos iguais perante a lei?”: uma análise das denúncias feitas pela revista Tição (1978-1980). Resumo. Salão de Iniciação Científica (34: 2022, set. 26-30: UFRGS, Porto Alegre, RS). https://lume.ufrgs.br/handle/10183/261539

Trabalho de Conclusão de Curso: ESCOUTO, Bruna Gabriela Santos. AS MULHERES NEGRAS E O PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO NO PÓS-ABOLIÇÃO A PARTIR DAS PÁGINAS D’O EXEMPLO E D’O ASTRO (1927-1928). 2023. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Orientador: Melina Kleinert Perussatto. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/267395

 

Trabalho de Conclusão de Curso: SILVA, Maria Júlia. “Então, por que eu escrevo? Eu tenho que fazê-lo”: as reflexões acerca da escrita e memória negra no 13 de maio do jornal O Exemplo (1893-1904). 2024. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Orientador: Melina Kleinert Perussatto

 

Ludoteca do Lhiste: análise e construção de jogos com fins didáticos para o Ensino de História e Educação das Relações Étnico-Raciais

Se Johan Huizinga, autor do célebre Homo Ludens, estivesse vivo em nossos dias, ele possivelmente perceberia o quanto suas teses sobre a centralidade dos jogos nas construções culturais estão presentes, marcando o nosso tempo como um grande criador e consumidor de jogos. Um mundo lúdico que espreita o espaço escolar a todo momento, seja em sua prática efetiva em momentos inapropriados, seja no desejo de estar jogando, sejam nas próprias reflexões que advém de paralelos com os jogos. Este projeto entende que os jogos, especialmente os de tabuleiro, são estratégias para a construção do conhecimento escolar.

A partir deles colocam-se em jogo relações entre objetos, estratégias e conceitos, constituindo narrativas cuja imprevisibilidade do desfecho abre espaço para a intuição e para a imaginação, nem sempre valorizadas, mas absolutamente importantes na construção de qualquer conhecimento.

Tal projeto prevê um conjunto de caminhos: primeiramente propõe a constituição de um espaço de pesquisa, criação e extensão, voltado para mapear jogos de tabuleiro comerciais ou para fins didáticos, compreendendo seu funcionamento, mecânicas, dinâmicas e estéticas; neste mesmo espaço projetar-se-á a criação de novos jogos e atividades gamificadas, especialmente voltadas à Educação para as Relações Étnico-Raciais; por fim, uma vez constituído um espaço que congregue jogos e conhecimentos relacionados ao seu uso na educação, este servirá para a formação de estudantes (tanto da escola básica quanto de graduação) e formação continuada de professores, aberto ao público tanto no processo de testagem dos jogos comerciais e pedagógicos, quanto nos processos de construção dos jogos pedagógicos e  publicização dos resultados finais.

Deste ato abrem-se as possibilidades de narrativas escolares, associadas aos a jogos a serem criados, que nos afastam de um dispositivo racista que relegou a presença das populações negras e indígenas à invisibilidade (não sendo representadas em muitos tempos e espaços dentro dos currículos), à generalização (tomando grupos variados sem levar em conta especificidades), ao contraste (situando os grupos sempre em comparação a outros considerados mais civilizados, desenvolvidos, etc.), à negatividade (tomando as ações destes grupos como nefastas, gerando juízos de valor) e à passividade (sendo os grupos, mesmo que na condição de vítimas, sempre incapazes de exercer agência histórica).

Frente a este dispositivo, o projeto propõe a criação de jogos, com suas respectivas narrativas, que prezem pela visibilidade (situando as populações negras e indígenas em tempos e espaços que nos habituamos a considerar apenas brancos), pelas especificidades (abrindo espaço para a pluralidade das populações negras e indígenas), pela positividade (que foquem em situações de criação, solidariedade, sucesso, etc.) e pela agência (indivíduos e grupos que, mesmo em situações adversas, fazem história).

Equipe :

Marcello Paniz Giacomoni (Coordenador – CAp UFRGS);

Caroline Valada Becker (CAp UFRGS);

Gládis Elise Pereira da Silva Kaercher (FACED UFRGS);

Jocelito Zalla (CAp UFRGS);

Tanara Forte Furtado (FORPROF UFRGS)

Projeto apresentado em capítulo sobre a pesquisa no Ensino de História: GIACOMONI, Marcello Paniz; SILVA, Lucas Victor. O jogo como fonte e objeto de pesquisa: possibilidades da pesquisa sobre o uso de jogos no ensino de História. In: ANDRADE, Juliana Alves de; PEREIRA, Nilton Mullet. Ensino de História e suas práticas de pesquisa. 2. ed. [e-book]. São Leopoldo: Oikos, 2021.

Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/220721/001125511.pdf 

 

Projeto de Pesquisa: Ludoteca do Lhiste: análise e construção de jogos com fins didáticos para o Ensino de História e Educação das Relações Étnico-Raciais

Se Johan Huizinga, autor do célebre Homo Ludens, estivesse vivo em nossos dias, ele possivelmente perceberia o quanto suas teses sobre a centralidade dos jogos nas construções culturais estão presentes, marcando o nosso tempo como um grande criador e consumidor de jogos. Um mundo lúdico que espreita o espaço escolar a todo momento, seja em sua prática efetiva em momentos inapropriados, seja no desejo de estar jogando, sejam nas próprias reflexões que advém de paralelos com os jogos. Este projeto entende que os jogos, especialmente os de tabuleiro, são estratégias para a construção do conhecimento escolar. A partir deles colocam-se em jogo relações entre objetos, estratégias e conceitos, constituindo narrativas cuja imprevisibilidade do desfecho abre espaço para a intuição e para a imaginação, nem sempre valorizadas, mas absolutamente importantes na construção de qualquer conhecimento. Tal projeto prevê um conjunto de caminhos: primeiramente propõe a constituição de um espaço de pesquisa, criação e extensão, voltado para mapear jogos de tabuleiro comerciais ou para fins didáticos, compreendendo seu funcionamento, mecânicas, dinâmicas e estéticas; neste mesmo espaço projetar-se-á a criação de novos jogos e atividades gamificadas, especialmente voltadas à Educação para as Relações Étnico-Raciais; por fim, uma vez constituído um espaço que congregue jogos e conhecimentos relacionados ao seu uso na educação, este servirá para a formação de estudantes (tanto da escola básica quanto de graduação) e formação continuada de professores, aberto ao público tanto no processo de testagem dos jogos comerciais e pedagógicos, quanto nos processos de construção dos jogos pedagógicos e  publicização dos resultados finais. Deste ato abrem-se as possibilidades de narrativas escolares, associadas aos a jogos a serem criados, que nos afastam de um dispositivo racista que relegou a presença das populações negras e indígenas à invisibilidade (não sendo representadas em muitos tempos e espaços dentro dos currículos), à generalização (tomando grupos variados sem levar em conta especificidades), ao contraste (situando os grupos sempre em comparação a outros considerados mais civilizados, desenvolvidos, etc.), à negatividade (tomando as ações destes grupos como nefastas, gerando juízos de valor) e à passividade (sendo os grupos, mesmo que na condição de vítimas, sempre incapazes de exercer agência histórica). Frente a este dispositivo, o projeto propõe a criação de jogos, com suas respectivas narrativas, que prezem pela visibilidade (situando as populações negras e indígenas em tempos e espaços que nos habituamos a considerar apenas brancos), pelas especificidades (abrindo espaço para a pluralidade das populações negras e indígenas), pela positividade (que foquem em situações de criação, solidariedade, sucesso, etc.) e pela agência (indivíduos e grupos que, mesmo em situações adversas, fazem história).

 

Equipe:

Marcello Paniz Giacomoni (Coordenador – CAp UFRGS)

Caroline Valada Becker (CAp UFRGS)

Gládis Elise Pereirada Silva Kaercher (FACED UFRGS)

Jocelito Zalla (CAp UFRGS)

Tanara Forte Furtado (FORPROF UFRGS)

Artigo publicado sobre o tema: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/220721/001125511.pdf

Projeto de Pesquisa: Jogos, conceitos e aprendizagem histórica

Nossa sociedade faria jus ao título da célebre obra de Johan Huizinga, Homo Ludens, o homem que joga. O ato de jogar percorre nosso cotidiano, do futebol aos mais variados aplicativos em celulares. Jogamos porque gostamos, pois no ato de jogar a tensão e a alegria proporcionam uma suspensão da vida cotidiana, e encontramo-nos no que Huizinga chama de “círculo mágico”, um espaço em que nos entregamos a outra narrativa. Mas não se trata (apenas) de brincar; a perspectiva teórica em que nos situamos defende que os jogos são espaços privilegiados para construção de conhecimentos e conceitos, especialmente devido ao seu caráter imersivo e vivencial. Para além de uma defesa teórica, este projeto propõe a aplicação e observação de jogos em salas de aula do componente curricular de História. Ao longo do projeto serão conduzidas sequências didáticas em uma escola pública da rede federal na cidade de Porto Alegre, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estas sequências serão oferecidas em turmas pares de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, sempre de forma alternada: enquanto uma turma iniciará os estudos de determinadas temáticas através de aulas expositivas ou leitura de textos (práticas que chamamos de habituais), a outra iniciará os estudos com um jogo didático especialmente produzido para o ensino de História. Na pŕóxima temática, a mesma proposta será alternada: a turma que iniciou com o jogo inicia com a sequência didática expositiva ou através de leituras, e vice versa. Tal procedimento será aplicado sete vezes, iniciando em 2019 com as turmas de 6º ano, e prosseguindo em 2020 com as mesmas turmas, então no 7º ano. A proposta pretende mapear, através de avaliações formais e grupos focais, a qualidade da formação dos conhecimentos e dos conceitos a partir da comparação entre as turmas. O projeto também objetiva a produção de design, ilustração e impressão dos jogos didáticos a serem utilizados nas etapas da pesquisa, sendo que agregam-se aos resultados da pesquisa a própria produção de materiais didáticos.

 

Equipe:

Marcello Paniz Giacomoni (Coordenador – CAp UFRGS)

Artigo publicado sobre o tema: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/220721/001125511.pdf

Projeto Pesquisa: A aula inacabada: democracia, utopia e ensino de História

Visite a página do Grupo A Aula Inacabada em:  https://www.ufrgs.br/aulainacabada/

 

O grupo de pesquisa “A Aula Inacabada: democracia, utopia e ensino de história” nasceu na Faculdade de Educação da UFRGS em 2021. Atualmente, funciona como grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9145733206100520 e como programa de extensão na UFRGS (54841) O projeto original foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRGS e está registrado na Plataforma Brasil sob o n. 58900922.7.0000.5347. O Aula Inacabada também é parte do projeto “Criação e Autoria: materiais didáticos de História”, contemplado no Edital Chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 18/2021 – Faixa A – Grupos emergentes (processo 404584/2021/7).

Os objetivos da primeira etapa do Aula Inacabada, ocorrida em 2021, foram contemplados: formou-se um grupo diverso de docentes de História da Educação Básica, que realizou estudos sobre a história da democracia no Brasil. Resultados e produções parciais têm sido registrados em sítio virtual e na conta do grupo na plataforma Zotero.

Em 2022 e 2023, o objetivo principal do grupo foi investigar o ensino e a aprendizagem de histórias da democracia no Brasil em turmas de Ensino Fundamental regidas pelos participantes. Os objetivos secundários são: planejar e executar aulas de história da democracia no Brasil em escolas públicas de Porto Alegre e da região metropolitana, de forma colaborativa e em diálogo com as comunidades escolares; além de analisar as produções coletivas realizadas nessas aulas, a fim de explorar as possibilidades de ensinar e aprender histórias da democracia no Brasil e a criação de utopias em torno da radicalização ou, quiçá, da extrapolação da democracia.

Em 2024, nos dedicamos a analisar as fontes documentais produzidas, resultando em um artigo aceito para publicação na revista História & Ensino e em um livro coletivo, que será publicado no primeiro semestre de 2025.

Para 2025 e 2026, pretendemos aprofundar as análises dos resultados acumulados, com auxílio de 4 estudantes de Iniciação Científica e duas estudantes de Mestrado. Além disso, foram incorporadas duas novas escolas parceiras, uma em Esteio e outra em Gravataí, além das já existentes em Sapucaia do Sul, Canoas, Porto Alegre e Novo Hamburgo.

Nesses próximos dois anos, pretendemos expandir as atividades extensionistas, realizando oficinas em escolas a partir dos recursos didáticos produzidos pelo grupo, e organizando eventos de alcance local e internacional.

O título do projeto foi inspirado em um dos ensaios de Montaigne, tal como interpretado por Todorov. Para nós, tanto o ensino de história quanto a democracia são projetos inacabados e é justamente sua condição de indeterminação que permite transgressões e mudanças de rumo.

 

Projeto de Pesquisa: “Entre Triângulos Rosas e Retalhos Coloridos: História Pública e Cultura Transnacional da Memória LGBTQI+ (da década de 1980 à atualidade)”

Este projeto busca compreender a conformação de uma cultura pública transnacional da memória LGBTQI+ a partir da análise de experiências de história pública que, apesar de dispersas geograficamente e variadas em seus propósitos e materialidades, contribuíram sobremaneira para moldar a maneira como as sociedades ocidentais “lembram” desse passado. Estas experiências são: museus dedicados especificamente à história LGBTQI+; museus/memoriais dedicados à temática do Holocausto, nos quais podem estar presentes ou não seções (textos, vitrines, painéis, objetos, etc.) dedicadas à história LGBTQI+; memoriais e monumentos dedicados a dois grandes traumas da história LGBTQI+, a já referida perseguição nazista aos “triângulos rosa” e a epidemia da AIDS. Apesar da diversidade desses espaços e narrativas, é possível agrupá-los como objeto de análise a partir de uma problemática comum: como se conformou uma cultura pública da memória LGBTQI+ de caráter transnacional no mundo ocidental?

 

Equipe:

Benito Bisso Schmidt (coordenador)

Bruna Xavier (graduanda em História – UFRGS)

Bruno Bernardy (graduando em História – UFRGS)

Projeto de Pesquisa: Criação e Autoria: Materiais Didáticos de História

O projeto CRIAÇÃO e AUTORIA: MATERIAIS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA se organiza em rede envolvendo instituições públicas de educação básica (PA, Ceará, RN, SC e RS) e ensino superior (UFPA, UFRN, UniT, UFSC e UFRGS) com o objetivo de criar e analisar materiais didáticos para a aprendizagem de estudantes da Educação Básica e dos estudantes dos Cursos de Licenciatura em História e Pedagogia. Em uma primeira etapa volta-se para a criação de materiais didáticos problematizando o bicentenário da independência e, na segunda etapa, temas gerais da história escolar com ênfase na resistência dos grupos subalternizados. O projeto tem  parceria com o Projeto A Aula Inacabada (estuda o ensino de história da democracia no Brasil, composto por docentes da Educação Básica e do Ensino Superior) e com o Laboratório de Ensino de História e Educação da UFRGS (programa de extensão que abriga as iniciativas de ensino, pesquisa e extensão de diversos docentes da Universidade).  Tem apoio do CNPQ (Chamada CNPq/MCTI/FNDCT NA 18/2021 – Faixa A – Grupos Emergentes, Processo: 404584/2021-7)

Produções do projeto:

 

  • Coleção Mulheres na Sala de Aula

Você sabia que uma mulher indígena Potiguara já representou o Brasil na ONU e é uma conhecida poeta? Você sabe o nome da historiadora negra que foi pioneira nos estudos sobre a história dos Quilombos no Brasil e em Angola? E da primeira deputada estadual negra de Santa Catarina, nascida em 1901 e uma referência no campo da Educação? Você conhece a arte produzida por uma mulher pataxó muito premiada, que já expôs em diversos lugares do Brasil e do mundo? E, ainda, você conhece a história da mulher que foi pioneira na luta pelo reconhecimento dos direitos das trabalhadoras domésticas brasileiras? Os nomes dessas mulheres são: Eliane Potiguara, Beatriz Nascimento, Antonieta de Barros, Arissana Pataxó e Laudelina de Campos Melo.

As trajetórias de vida destas mulheres nos inspiraram a criar esta coleção para ampliar o debate  sobre mulheres na sala de aula de História.  Conheça cada caderno a seguir:

 

Antonieta de Barros

 

 

 

 

 

 

 

 

Laudelina de Campos Melo

 

 

 

 

 

 

 

 

Eliane Potiguara

 

 

 

 

 

 

 

 

Beatriz Nascimento

 

 

 

 

 

 

 

Arissana Pataxó

 

 

 

 

 

 

 

  • Maria Quitéria na Sala de Aula:

Maria Quitéria em Sala de aula é um material didático em formato e-book direcionado a professores/as da educação básica que dialoga com o processo de Independência, visibilizando a participação das mulheres e ampliando a abordagem comumente encontrada nos livros didáticos de uma Independência feita, exclusivamente, por homens. O material teve como inspiração os quadrinhos “Maria Quitéria a Injustiçada”, elaborado por Eduardo Kruschewsky e Antonio da Silva. A pergunta que orienta este material didático é como relacionar as histórias construídas sobre Maria Quitéria com o contexto da participação feminina no processo de Independência. 

Acesse o livro no Portal do Bicentenário, clicando aqui.

 

  • Materiais didáticos em História: propondo parâmetros de criação e autoria

Caderno orientador para a criação de materiais didáticos em História. Explora o conceito de material didático, apresenta princípios para a criação, reflete sobre o ensinar e aprender História e convida professoras e professores a compartilharem suas criações. O caderno também indica orientações sobre a acessibilidade em materiais didáticos e o uso das licenças abertas, além de trazer exemplos de materiais com os princípios apresentados.
A inspiração para a criação deste caderno surgiu a partir da análise de produções realizadas nos projetos “A aula inacabada” e “Criação e autoria: materiais didáticos de História”, especialmente os cadernos Aula inacabada e a Coleção Mulheres na Sala de Aula. O material foi elaborado no âmbito deste Projeto com apoio de uma bolsa PIBIC CNPq-UFRGS. Acesse-o no link a seguir:

Caderno Criação e Autoria

Equipe:

Coordenação: 

Carmem Zeli de Vargas Gil –  professora na FACED/UFRGS

Pesquisadores:

Edison Saturnino –  professor na FACED/UFRGS

Melina Kleinert Perussatto – professora na FACED/UFRGS

Sarah Calvi Amaral Silva – professora na FACED/UFRGS

Mônica Martins da Silva – professora na UFSC

Natália Pietra Méndez – professora do Departamento de História IFCH/UFRGS

 

O projeto pode receber 3 estudantes de graduação por semestre.