- Site “Memórias da Vila Dique” https://www.ufrgs.br/memoriasdaviladique/
Jocelito Zalla
Colégio de Aplicação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
O presente artigo pretende apontar os principais resultados do projeto “Entre identidade e estereótipo: gauchismo, memória pública regional e ensino de História”, uma pesquisa-ação desenvolvida no Colégio de Aplicação da UFRGS, no biênio 2011/2012. A metodologia empregada implicou na construção de ciclos de estudos sequenciais a partir da análise contínua das práticas docentes, visando à sua transformação e à construção, de forma crítica e historiográfica, de um currículo sobre a temática do regionalismo gaúcho. Com a ação se mostrou ser possível o distanciamento dos discursos folcloristas, tomando-se a memória pública e o modelo hegemônico de identidade regional no Rio Grande do Sul como objeto de estudo e análise. Através de uma história das representações históricas do Rio Grande, construiu-se instrumental cognitivo e reflexivo aplicável a outros contextos e problemas culturais, como os conceitos e noções de memória, história, História, cultura, tradição, identidade, estereótipo, monumento, documento, representação, gênero, classe e etnia.
Palavras-chave: Ensino de História, memória, identidade, gauchismo, regionalismo
| A diferença na sala de aula: reflexões sobre a história indígena escolar e a história da educação inclusiva | |
| Maria Perpétua Baptista Domingues, Flávia dos Santos Cota |
| Canções que embalam a História: apontamentos metodológicos para o uso da Música Popular Brasileira na sala de aula | |
| Luís Guilherme Ritta Duque |
| A temática indígena no ensino de História do Brasil: uma análise da coleção didática Projeto Araribá (2008-2013) | |
| Edgar Ávila Gandra, Felipe Nunes Nobre |
| Implicações do uso de mídias e de novas tecnologias no ensino de História | |
| Esdras Carlos de Lima Oliveira |
| “E que o apartheid se destrua”: uma proposta de Ensino de História a partir de sambas-enredo | |
| Vânia Cristina da Silva, Luiz Mário Dantas Burity |
| Tecendo falas e problematizando olhares no cotidiano escolar: a compreensão dos alunos do ensino médio no estudo das religiões afro-brasileiras | |
| Lueci da Silva Silveira |
| Intempestividades e infâmias na aula de História | |
| Carlos Ströher |
| O ensino gaúcho no contexto do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha | |
| Glauce Stumpf |
| Descobrindo a África: uma experiência de ensino da história africana no estágio docente supervisionado | |
| Fernanda de Amorim Golembiewski |
| Narrando o passado: o jornal nas aulas de História | |
| Aline Mendes Lima |
| Experiência docente em História: aplicação de técnicas de ensino em uma turma de nível fundamental | |
| Keidy Narelly Costa Matias |
| Ensino de História indígena e EJA: práticas e desafios | |
| Augusta Silveira |
| Resenha: MACEDO, José Rivair. História da África. | |
| Fábio Faturi, Rafael do Canto |
| Resenha: KARNAL, Leandro. Conversas com um jovem professor. | |
| Débora Regina Vogt |
| Sobre história e ensino: entrevista com Marieta de Moraes Ferreira | |
| Aryana Lima Costa, Jocelito Zalla |
Maiara Cemin e Priscila Pereira
Quadro negro – Simples rap’ortagem:
https://www.youtube.com/watch?v=yh9AjtHGdmY
Racismo no Brasil – Preto no Branco – Nem Tudo é o Que Parece – Canal Futura:
https://www.youtube.com/watch?v=vqZIriXBeEw
Por uma infância sem racismo:
https://www.youtube.com/watch?v=_aPYuKiKFMg
Tudo o que você gostaria de saber sobre macumba e nunca teve coragem de perguntar:
https://www.youtube.com/watch?v=IompIMkV1SM
Onde você guarda o seu racismo?
https://www.youtube.com/watch?v=rcrcVXw5WBY
Museu Afro-digital Rio de Janeiro- “A Lenda da Criação do Mundo e dos Orixás”:
http://museuafrodigitalrio.org/s2/?work=a-lenda-da-criacao-do-mundo-e-dos-orixas
Projeto Afreaka- Afreaka, jornalismo independente por uma África sem estereótipo:
Documentário SOU (Vida e obra do poeta Gaúcho Oliveira Silveira- o poeta da Consciência Negra):
Kit RS Negro:
http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/rsnegro/
Livro Superando o Racismo na escola. Org:Kabengele Munanga:
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/racismo_escola.pdf
Apresentação Prezi: http://prezi.com/azxfn31ya0pc/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share
Nilton Mullet Pereira
Fernando Seffner
Carmem Zeli Gil
Carla Meinerz
____
Resumo
Trata-se de um exercício de escrita inédito, resultado de reflexões realizadas pelo grupo de professores da área de ensino de História sobre o tema do ensino médio. A preocupação central é compreender o processo de mudanças no ensino médio propostas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelos governos estaduais, na perspectiva do ensino de História.
Abordamos quatro enfoques conceituais e teóricos: o primeiro refere-se à própria compreensão dos processos de mudanças propostos e sua relação com o ensino de História; o segundo refere-se à centralidade da pesquisa, que assume um caráter de operador estratégico do princípio da interdisciplinaridade e da contextualidade; o terceiro consiste na compreensão do papel dos agentes principais do ensino médio, que são os jovens e as culturas juvenis; o quarto diz respeito ao tema da memória e do patrimônio, uma vez que o ensino de História consiste em um movimento de criação/recriação da memória histórica.
Palavras-chave: ensino médio; ensino de História; pesquisa.
Publicado em: Rev. bras. Estud. pedagog. (online), Brasília, v. 95, n. 239, p. 152-174, jan./abr. 2014.
Trabalhamos no deserto, mas não pertencemos a ele. A forma como se promove e avalia a profissão, principalmente nos últimos vinte anos, incentiva a responsabilização individual, a competitividade, o aligeiramento da formação acadêmica, que dificultam a transformação dos conhecimentos em saberes que enriquecem a todos. Enfrentar as tensões que envolvem a produção de conhecimento são nossas tempestades de areia. Para Arendt, as piores são as que tentam adaptar-nos ao deserto, criando a ilusão de que pertencemos a ele. Porém professores e pesquisadores continuam a alimentar o sentimento de Responsabilidade Docente pelo Mundo, porque resistem a ser e permanecer no deserto.
ISBN: 978-85-8192-396-3
Número de páginas: 243
Edição: 1ª
Ano da Edição: 2014
Pré-lançamento.
Célia Collet, Mariana Paladino, Kely Russo
Nilton Mullet Pereira [1], Diego Souza Marques [2]
O artigo propõe discutir os limites de um ensino situado entre a identidade e a diferença. Nesse sentido, realiza uma análise do ensino de História como espaço de produção de identidades e como lugar do ensino da diferença. Constata que o ensino de História, no Brasil, que em outro tempo foi lugar de construção da nacionalidade, espaço onde se afirmavam os valores da nação, hoje se converte no lugar da identidade. O que propomos discutir é que o ensino de História e a própria História vivem um dilema desde sua liberação, ante a servidão a um ensino voltado à afirmação dos valores do Estado-Nação, como foi desde o século XIX. Esse dilema é, justamente, se o ensino de História se volta para a identidade ou para a diferença; se o ensino de História constitui-se em um espaço de memória, revelando-se como disciplina útil aos interesses dos grupos identitários ou se apresenta como um palco por onde desfilam diferenças e experiências alheias à realidade dos estudantes. Ao mesmo tempo, o artigo discute o papel da narrativa na aula de História, como estratégia expressiva para enunciar a diferença e para redefinir as relações entre as novas gerações com seu passado.
Palavras-chave: Ensino de História. Identidade. Diferença
[1] Nilton Mullet Pereira, professor da UFRGS, área de Ensino de História. Licenciado
em História, doutor em Educação. E-mail: niltonmp.pead@gmail.com
[2] Diego Souza Marques, licenciado em História pela UFRGS, mestrando em
Educação-UFRGS. E-mail: diego.souzamarques@gmail.com