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Funes: Memória da Narrativa Latino-Americana

O Funes é um projeto de extensão que tem por objetivo construir um repositório digital da ficção histórica produzida na América Latina. O nome do projeto vem do conto de Borges, em que Irineo Funes é um indivíduo que tem a faculdade de nada esquecer. Esse conto é ótimo para pensar a memória, que também se faz de esquecimento: o que a literatura escolheu lembrar do nosso passado? O que esqueceu?

O projeto Funes é um projeto interdisciplinar, que conta com a participação, além de mim, dos professores Jocelito Zalla (Colégio de Aplicação) e Liliam Ramos (Instituto de Letras), e de duas bolsistas de extensão, Paola Timm e Nathália Iop, ambas do Departamento de História. No futuro, pensamos em incorporar ao site também textos curtos, de divulgação científica, destinados a um público mais amplo, que proponham algumas discussões na fronteira entre os estudos literários e os estudos históricos. Nesse sentido, é um projeto que dialoga com a História Pública, no campo da História, mas que também se aproxima de propostas como, por exemplo, a de João Cezar de Castro Rocha, que preconiza uma crítica literária capaz de ser “bilíngue em seu próprio idioma”, dirigindo-se tanto aos pares, quanto ao leitor em geral, tendo, portanto, uma preocupação com a formação de leitores. Situa-se, igualmente, no campo das Humanidades Digitais, de onde, já há alguns anos, vêm surgindo propostas muito interessantes tanto na área de História quanto na de Letras.

Equipe:

Cássia Silveira (Dep. História)

Jocelito Zalla (Colégio de Aplicação)

Liliam Ramos (Instituto de Letras)

Paola Timm (graduanda do curso de História)

Nathália Iop (graduanda do curso de História)

Aprendizagem em História como arte de criar encontros alegres

Aprendizagem em História como um modo de abrir-se para o ilimitado das experiências dos seres do mundo. Aprendizagem com inteligência e intuição. Aprendizagem que transita pelas 3 dimensões do conhecimento, conforme Spinoza. Aproximar o pensamento de Baruch Spinoza do campo do ensino de História. Pesquisar modos de aprender envolvidos com a arte e com a alegria de criar novas relações. Aproximação do pensamento de Ailton Krenak do campo do ensino de História. Pesquisa bibliográfica: campo da filosofia da diferença e da arte. Pensamento indígena brasileiro. Pesquisa sobre materiais didáticos que tematizem a aprendizagem das relações entre os seres. Pesquisa sobre relações que são encontros que produzem expansão da potência de vida dos seres.

 

Equipes:

Nilton Mullet Pereira (UFRGS)

Gabriel Torelly (UFSC)

ERGANE: Arqueologia Digital na Educação

O ERGANE: Arqueologia Digital na Educação tem como princípio fundante a acessibilidade ao patrimônio arqueológico, muitas vezes distante das/dos estudantes da Educação Básica, a partir do seu uso como documento interrogante e interrogado para o estudo das sociedades do passado e a criação conjunta de sentidos e significados acerca deste. Ao direcionar-se à Arqueologia Digital, o projeto busca incentivar a “atitude historiadora” de estudantes, prezando pelo protagonismo destes no processo de ensino e aprendizagem, abordando documentos que possam romper com a quase exclusividade das fontes escritas enquanto documentos da história (muitas vezes direcionados à pré-história ou colocados enquanto secundários diante das fontes escritas de sociedades não-ágrafas). Assim, tem por objetivo principal a criação e utilização de modelos digitais de artefatos arqueológicos para a produção de ferramentas mais inclusivas que visem a democratização do acesso ao patrimônio cultural e a sua discussão no Ensino de História. Entre seus objetivos específicos está: a produção de simulações tridimensionais de artefatos arqueológicos (através do software livre Blender); a construção de propostas de aulas com tais simulações; a realização de oficinas sobre modelagem 3D e suas aplicações em ambiente escolar; e a construção de um banco de materiais pedagógicos com as simulações digitais disponibilizadas, para download e visualização, no repositório Sketchfab.

 

Equipe:

(comissão coordenadora)

Carmem Zeli de Vargas Gil (Professora na FACED-UFRGS)

Francisco Marshall (Professor no IFCH-UFRGS)

Silvia Moehlecke Copé (Professora no IFCH-UFRGS)

Bruno Thomazi Zanette (Graduando em Engenharia Física – UFRGS)

João Vinícius Chiesa Back (Graduando em História – UFRGS)

Vander Gabriel Camargo (Graduando em História – UFRGS)

(apoio pedagógico)

Milena Rosa Araújo Ogawa (Doutoranda em História – PPGH/UFPel)

Ana Letícia Eidt Postiga (Graduanda em História – PUC/RS)

Caroline Melo Armesto (Graduanda em História – UFPel)

Heriques Silva dos Santos (Graduando em História – UFGD)

Jéssica Renata Santos Silvia (Graduanda em História – UFPel)

Lua Raiza Feltes Mouzer (Graduanda em Museologia – UFRGS)

 

Redes:

@ergane.arqdig 

Modelagens 3D (Repositório Sketchfab): 

https://sketchfab.com/Ergane

A aula inacabada: democracia, utopia e ensino de História

O objetivo do projeto é produzir utopias em aulas de história dentro de uma comunidade de professoras/es da Educação Básica e do Ensino Superior. A primeira etapa é compor um grupo de docentes o mais diverso possível, que debaterá pesquisas sobre democracia e ensino de história, cotejadas a questões advindas das salas de aula, a fim de elaborar problemáticas de investigação. A partir disso, o grupo proporá objetivos específicos e criará a metodologia de pesquisa, a qual implicará necessariamente em atividades de sala de aula e em formas de análise abertas e propositivas. Por fim, a intenção é sistematizar e analisar os resultados (sempre de forma coletiva) e divulgar as conclusões para público acadêmico e não-acadêmico. Esse formato de pesquisa é inspirado no Grup de Recerca en Didàctica de les Ciències Socials (Gredics – Universidade Autônoma de Barcelona) e nas elaborações de Wendy Brown sobre democracia e racionalidade neoliberal. As perguntas de fundo da presente comunicação, com base nessa proposta, são: a sala de aula de história pode ser um espaço livre e aberto para criar o novo, quando se trata de ensinar história da democracia no Brasil? A pesquisa no ensino superior pode ser espaço de diálogo e de recriação metodológica na relação com a educação básica?

 

Equipe:

Caroline Pacievitch

Fernando Lima Nunes (EMEF Vila Olímpica – Esteio)

Paulo Sérgio da Silva (EMEB Liberato)

Cleber Teixeira Leão (EEEF Pedro Sirângelo)

Bruno Belloc Nunes Schlatter (EMEF Leocádia Prestes)

Leandro Balejos Pereira (EEEF Olintho de Oliveira)

Rodrigo Dinnebier (EEEM André Puente)

Laura Ferrari Montemezzo (IE Flores da Cunha)

Vanessa dos Reis Domingues (EEEM André Puente)

Raisa Oyarzábal (EMEF Cerro Azul)

Meri Emeli Machado (EMEF Machado de Assis)

Gabriela Schneider (EMEF José Plácido de Castro)

Close: Centro de Referência da História LGBTQIA+ do RS

O projeto busca incentivar a pesquisa e a divulgação da história LGBTQI+ do RS, focando em personagens, espaços, eventos e processos relacionados às sexualidades desviantes da cisheteronormatividade. Para tanto, por um lado, pretende articular pesquisas em andamento ou recém-finalizadas sobre a temática e promover a reunião de acervos documentais e bibliográficos, e de entrevistas; por outro, objetiva difundir os conhecimentos produzidos por meio de uma exposição, de oficinas pedagógicas voltadas a professores (as) e da elaboração de materiais (vídeo e livro paradidático) a serem utilizados nas redes estadual e municipais de ensino.

 

Equipe:

Benito Bisso Schmidt (Coordenador)

Augusta Silveira (doutoranda em História – Brown University)

Bárbara Groff (profa. rede pública de ensino)

Bruna Xavier (graduanda em História – UFRGS)

Bruno Bernardy (graduando em História – UFRGS)

Caio Tedesco (mestrando em História – UFRGS)

Camila Barbosa (profa. rede pública de ensino)

Camila Petró (profa. rede pública de ensino)

Diego Scherer (prof. rede pública de ensino)

Fabrício Gomes (prof. rede pública de ensino)

Isadora Librenza (profa. rede pública de ensino)

Jocelito Zalla (prof. CAP – UFRGS)

Lauri Miranda (doutoranda em História – UFRGS / (profa. rede pública de ensino)

Leandro Ballejos (prof. rede pública de ensino); Letícia Bauer (AHRS)

Mariana Bastos; Mauri Zaniratti (prof. rede pública de ensino)

Mozart Matheus de Andrade Carvalho (Mestrando em História – UFRGS)

Muriel Freitas (Doutoranda em História – PUCRS)

Nathália Boni Cadore

Pierre Bedin (prof. Colégio Militar de POA)

Priscila Spindler (profa. rede pública de ensino)

Rodrigo Weimer (APERS)

Said Salomón (profa. rede pública de ensino)

Tiago Medeiros (servidor IFRS)

Acesso:

https://www.ufrgs.br/close

Redes

https://www.facebook.com/close.historia/

“Coisa do Passado?”: um podcast de História Pública

Este projeto produz um podcast de História Pública gratuito, chamado de “Coisa do Passado?”. A pergunta no título marca a ideia de problema histórico a ser investigado, para questionar mitos e clichês sobre o passado e refletir sobre o presente. O objetivo principal é, portanto, divulgar conhecimentos históricos e debates da disciplina História para um público amplo, através do formato podcast, de fácil acesso e difusão.

Os objetivos específicos são: promover diálogos entre a academia e a sociedade, apresentando respostas da História a problemas de memória pública e a visão disciplinar sobre temas do debate público; facilitar o contato de graduandos e interessados na graduação de História a temas específicos, com ampla bibliografia acadêmica, mas que não costumam ser objeto de cursos dos currículos de História, tais como História do Livro, História da Leitura, História dos movimentos sociais etc; facilitar os debates conceituais e/ou teóricos da disciplina para educandos em História do Ensino Básico ou para graduandos de outras áreas do conhecimento, tais como a escrita da História, a profissão de historiador/a, a análise histórica e a história de conceitos, como Democracia, Revolução, Ideologia, Cultura etc; divulgar trabalhos de pesquisadores especialistas, convidados a participar dos episódios que tratam de seus temas de investigação na universidade.

 

Equipe:

Jocelito Zalla (CAp) – coordenador geral

Carla Menegat (IFSUL) – coordenadora adjunta

Murillo Dias Winter (USP) – coordenador adjunto

Lucas Pitthan de Souza – graduando do curso de História da UFRGS e bolsista de extensão

 

Acesso:

www.ufrgs.br/coisadopassado

Lúmina Podcasts (ufrgs.br)

Redes:

Instagram: @coisadopassadopodcast

Twitter: @CoisaPassado

Territórios Negros

O PROJETO
O Projeto Territórios Negros: Patrimônios afro-brasileiros em Porto Alegre é um desdobramento do projeto Territórios Negros que existe enquanto percurso de ônibus desde 2009, com funcionamento regular até 2016 em parceria entre a Companhia Carris Porto-Alegrense, Empresa Pública de Transporte Coletivo/EPTC e a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre/SMED. O crescimento do projeto, atendendo mais de 40 mil participantes de 2011 e 2015 entre alunos, professores e público em geral, motivou os Coordenadores a buscarem, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, outra instituição que ajudasse qualificar e ampliar as ações do projeto. Ao mesmo tempo, o projeto já era campo de estágio obrigatório do Curso de História da mesma Universidade e a temática da Educação das Relações Étnico-Raciais/ERER era de interesse do Laboratório de Ensino de História e Educação (LHISTE/UFRGS). Assim, constituiu-se um grupo de trabalho que elaborou o projeto de extensão, na Faculdade de Educação da UFRGS, com o objetivo de ampliar as ações dos Territórios Negros, envolvendo também, a formação de professores.

O conhecimento, valorização e compartilhamento das memórias e das histórias acerca dos espaços – públicos ou privados, vividos e criados pela população negra de nossa capital, em distintas temporalidades, são fundamentais para todos os cidadãos porto-alegrenses, pois trata-se da oportunização de acesso à uma história no plural (Michel De Certeau) da cidade, composta pela multiplicidade étnica-racial, até então pouco visibilizada nos espaços acadêmicos e escolares. O Projeto Territórios Negros, ao destacar positivamente espaços e memórias praticados pelos afro-brasileiros em nossa cidade, contribui na construção de outras relações com a cidade e seu patrimônio cultural e, especialmente na reeducação das relações étnico-raciais na capital porto-alegrense, recentemente divulgada como aquela que possui um dos piores índices sociais de diferença entre negros e brancos no país. Tal divulgação refere-se ao estudo sobre desigualdades sociais no Brasil apresentado em dez de maio de 2017, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP), cujo resultado apontou que a população negra da Região Metropolitana de Porto Alegre teve um dos piores índices de desenvolvimento humano entre as 20 Regiões Metropolitanas do país, em 2010. Estamos num contexto de continuidades das lutas por reconhecimento de uma pluralidade sociocultural que positive as etnias de ancestralidades não europeias e suas memórias em nosso país, colocando-as em posições sociais de equidade.

As principais ações do projeto envolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão na medida em que é espaço de estágio, de produção de material didático, de formação de professores, aprofundando a história e a cultura afro-brasileira.