Pesquisadores:
Doutorandos:
Nos inspiramos no ciclo de seminários do CRILUS «O corpo em seus movimentos, resistências, dissidências e protestos», criado em 2024, no âmbito do cinquentenário da revolução portuguesa de abril de 1974. Trata-se de aprofundar a reflexão sobre os tempos da ditadura e os 50 anos de democracia. É uma temática federadora que cruza as questões coloniais e ditatoriais, lembrando que essa revolução é resultado das guerras coloniais e de libertação na África. A concomitância deste aniversário com o dos 60 anos do início da ditadura brasileira (1964) permite-nos também conectar vários espaços de língua portuguesa em torno dessa temática, bem como formular abordagens comparativas que cruzam campos disciplinares e áreas geográficas.
O corpo (e seu(s) movimento(s)) é abordado em sua acepção física, política e social, tanto no que diz respeito ao indivíduo quanto ao grupo social ao qual ele está vinculado. Voltaremos aos assuntos e vozes silenciados, porque proibidos em sua época, depois ignorados ou em busca de movimento para uma narrativa no presente. Trata-se de abordar materiais para uma história do desconhecido porque impensado ou silenciado. Observaremos o(s) movimento(s) em reação às situações impostas, sob coação; movimentos dos corpos, é claro, mas também das ideias: insurreições e movimentos de protesto, resistências (incluindo movimentos armados e conflitos militares, revoltas e revoluções), movimentos intelectuais, artísticos e de afirmação de ideias em reação à impossibilidade de se expressar ou se afirmar (literatura feminina, artistas impedidos, artes ocultas). A abordagem das representações desses fenômenos será multidisciplinar, abrangendo os campos da língua e da literatura, das artes (plásticas, cênicas, cinematográficas) e da história das ideias no intuito de formar uma história cultural do tempo presente.
Pesquisadores:
Doutorandos:
We draw inspiration from the CRILUS seminar series “The Body in its Movements, Resistance, Dissent, and Protest,” created in 2024 as part of the 50th anniversary of the Portuguese Revolution of April 1974. The aim is to deepen reflection on the periods of dictatorship and 50 years of democracy. It is a unifying theme that intersects colonial and dictatorial issues, recalling that this revolution arose from the colonial and liberation wars in Africa. The coincidence of this anniversary with the 60th anniversary of the beginning of the Brazilian dictatorship (1964) also allows us to connect several Portuguese-speaking areas around this theme, as well as to formulate comparative approaches that cross disciplinary fields and geographical areas.
The body (and its movement(s)) is addressed in its physical, political, and social meanings, both in relation to the individual and the social group to which they belong. We will return to subjects and voices that were silenced because they were forbidden at the time, then ignored or in search of movement for a narrative in the present. The aim is to approach materials for a history of the unknown because it was unthought or silenced. We will observe the movement(s) in reaction to imposed situations, under constraint; movements of bodies, of course, but also of ideas: protests and movements, resistance (including armed movements and military conflicts, revolts and revolutions), intellectual and artistic movements, and the affirmation of ideas in response to the impossibility of speaking out or asserting oneself (women’s literature, suppressed artists, hidden arts). The approach to representing these phenomena will be multidisciplinary, encompassing the fields of language and literature, the arts (visual arts, performing arts, cinema), and the history of ideas to create a cultural history of the present day.
Pesquisadores:
Doutorandos:
On s’inspire du cycle de séminaires du CRILUS « Le corps en ses mouvements, résistances, dissidences et protestations », créé en 2024, dans le cadre du cinquantenaire de la révolution portugaise d’avril 1974. Il s’agit d’approfondir la réflexion concernant les temps de la dictature et ceux des 50 ans de démocratie. C’est une thématique fédératrice qui croise les questions coloniales et dictatoriales, rappelant que cette révolution est issue des guerres coloniales et de libération en Afrique. La concomitance de cet anniversaire avec celui des 60 ans du début de la dictature brésilienne (1964) nous permet aussi de relier plusieurs espaces de langue portugaise autour de cette thématique, ainsi que de formuler des approches comparatives croisant les champs disciplinaires et les aires géographiques.
Le corps (et son/ses mouvement/s) est abordé dans son acception physique, politique et sociale, tant en ce qui concerne l’individu que le groupe social auquel il est rattaché. On reviendra sur les sujets et voix passés sous silence, parce qu’interdits en leur temps, puis ignorés ou en quête de mouvement pour une narration au présent. Il s’agit d’approcher des matériaux pour une histoire du méconnu parce qu’impensé ou silencé. On observera le/les mouvement/s en réaction aux situations imposées, sous contrainte ; mouvements des corps bien sûr mais aussi des idées : sursauts et mouvements protestataires, les résistances (y compris mouvements armés et conflits militaires, révoltes et révolutions), les mouvements intellectuels, artistiques et d’affirmation des idées en réaction à l’impossible prise de parole ou d’affirmation de soi (littérature féminine, artistes empêchés, arts dissimulés). L’approche des représentations de ces phénomènes sera pluridisciplinaire, embrassant les champs de la langue et de la littérature, des arts (plastiques, du spectacle, du cinéma) et de l’histoire des idées pour en faire une histoire culturelle du temps présent.