AÇÕES 2025

A equipe com Aline Russo (no fundo, ao centro). Da esquerda para a direita: Dandara, Nicole, Gabriel, Martina e Valentina. Arquivo do Projeto.

EM 2025, o calendário acadêmico da UFRGS seguiu seu ritmo usual. O tema deste ano foi “Inteligência Artificial: Ética e Estética”, abordado de diferentes perspectivas teóricas. Além dos textos fundamentais para educação midiática, nos debruçamos sobre a obra “Artificial Aesthetics” de Lev Manovich e Emanuele Arielli (2024), o artigo “The work of art in the age of IA generation”, de Mark Coeckelberg (2023). Para fundamentar as práticas educativas, nos servimos dos seguintes materiais disponíveis no site Educamídia, do Instituto Palavra Aberta: “Educação midiática e inteligência artificial”, de Mariana Ochs e “Inteligência artificial e pensamento crítico”, de Alexandre Le Voci Sayad. Também foi disponibilizado à equipe o documento “Estratégia brasileira de educação midiática“, da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (SECOM).

Além disso, foram disponibilizadas entrevistas com a artista e cientista de dados Zaika dos Santos , uma fala provocativa de AI-DA, a robô artista, e um episódio do Podcast Radio Escafandro sobre Inteligência Artificial. A equipe primeiramente dedicou-se ao aprofundamento teórico e participou de algumas dinâmicas propostas pela Profa. Paula Mastroberti, para só então desenvolver seus projetos educativos, todos realizados no Pólo SIR – Jean Piaget, sob supervisão de Aline Russo da Silva. Além do desenvolvimento de práticas, realizamos visitas ao MARGS e ao Farol Santander durante a 14a Bienal do Mercosul para apreciar e discutir, em especial, a instalação sonora de Froiid intitulada “Carnavais da Bienal”, realizada com a colaboração de Inteligência Artificial. As visitas foram acompanhadas pelos mediadores da Bienal; na segunda visita, já preparados, fomos acompanhados pelos escolares vinculados ao SIR, acompanhados de seus pais e de Aline Russo da Silva.

Organizamos também, neste ano, uma Mesa com Marcelo Walter (Instituto de Informática da UFRGS) e Marcelo Prates (Cientista de dados e artista visual), intitulada “Para Program[Arte]:Inteligência Artificial: Autoria e Criatividade”. O evento aconteceu no Centro Cultural da UFRGS com alto número de inscrições de dentro e de fora da universidade.

Neste semestre, foram, ao todo, seis as oficinas realizadas pela equipe:

  1. A arte do prompt, de Nicole Fontana dos Santos: Aprendizado do vocabulário artístico e da linguagem específica para prompts (descrição textual para geração de imagens por um modelo de IA) , simulação de IA generativa através da troca de prompts entre os participantes, que atuariam como máquinas, gerando uma arte a partir da descrição do colega, de modo a ampliar o repertório textual e artístico.
  2. Eu nunca vi um elefante, de Valentina Cherubini: Desenvolvimento da habilidade descritiva e da habilidade de observação dos alunos, através do uso consciente de IAs Generativas, testando a concepção de prompts e abrindo espaço para o debate sobre a criação de imagens.
  3. Inteligências invisíveis: experiência sensorial, de Dandara Schmaltz Coutinho: Proporcionar experiências sensório-corporais e, a partir de sensibilização, enriquecer o repertório criativo e textual dos participantes, para a geração processual de imagens que atuariam como um banco de dados ordenado em camadas, de modo a discutir os processos gerativos de um modelo de IA a partir de dados estéticos submersos.
  4. Arte e exploração de Inteligência Artificial, de Martina Devitte Bohrer: Oportunizar, através de mostra de diferentes obras de arte em estilo, técnicas e temas diferentes, a apropriação de repertório textual e estético para elaboração de imagens geradas com modelos de IA.
  5. Algoritmicon, a missão final, de Gabriel Ferreira Lima: Proposta de jogo de tabuleiro c om finalizade de analisar e elucidar o que são as decisões algorítmicas, como elas podem se comportar ao se depararem com algo imprevisível ou utilizando a si mesma de referência bem como apontar a importância do raciocínio por trás do comando, que se não adequado poderá e irá gerar um resultado insatisfatório.
  6. Arte, Ética e Inteligência Artificial, de Beatriz Cezaro: Produção de um desenho a partir de um único prompt para, em seguida, comparar com uma imagem gerada por IA com a mesma descrição, comparando os resultados. Em seguida, os desenhos devem ser trocados entre os participantes que devem realizar intervenções uns nos trabalhos dos outros. A partir dessas atividades, a oficina propõe uma discussão sobre autoria, criatividade e ética, incentivando o pensamento crítico em relação às tecnologias emergentes e seus impactos na produção cultural.