Inventar novas relações entre arte, educação e docência

Preencher potências e inventar educações possíveis: pela experiência de uma formação sem órgãos, de Cristian Poletti Mossi e Marilda Oliveira

Compartilhe:

O artigo busca, a partir da frente filosófica instaurada por Deleuze e Guattari na obra Mil Platôs (1995a, 1995b, 1996, 1997a, 1997b), pensar o campo educativo – o qual implica nas relações entre corpos, espaços, práticas, metodologias – como um fenômeno de estratificação de agenciamentos territoriais. Desse modo, a prática do Corpo-sem-Órgãos, enunciada por Artaud (Para acabar com o julgamento de Deus, 1947) e evidenciada também por Deleuze e Guattari em Mil Platôs, pode se tornar cara no sentido de gerar alguns movimentos de desterritorialização/desestratificação dos agenciamentos territoriais estratificados que formam o campo educativo. Isso implica pensar em pequenas educações, enquanto práticas marginais, que se alojam em uma grande Educação, já deveras instituída e legitimada, possibilitando aos corpos envolvidos em tais processos o “preenchimento de uma potência” (DELEUZE, 1988/1989, s/p) que lhes confere alegria produtiva e inventiva. Por fim, o artigo problematiza uma educação/formação sem órgãos que desinstitui as relações entre aprendizes, docentes e espaços educativos de formação de uma relação hierárquica, intentando tramar desvios sinuosos dos caminhos incessantemente pisados, invencionando outros percursos que se distanciam de receituários e identidades fixas.

Palavras-chave: Corpo sem Órgãos; Educação; Formação.

MOSSI, Cristian Poletti ; OLIVEIRA, M. O. . Preencher potências e inventar educações possíveis: pela experiência de uma formação sem órgãos . Educação em Foco (Juiz de Fora), v. 20, p. 99-116, 2016. Disponível em: https://educacaoemfoco.ufjf.emnuvens.com.br/edufoco/article/view/2820/0

Compartilhe:
Deixe o seu comentário