A estudante da Licenciatura em Artes Visuais e bolsista de Iniciação Científica (CNPq), Clarissa Nunes de Medeiros, apresentou seu trabalho nesta semana no Salão de Iniciação Científica da UFRGS 2025 com o título de “Arte, educação e amor: a escola como espaço de múltiplas existências”. A pesquisa de Clarissa foi fundamental para a produção do percurso temático Educar para o amor: arte como espaço para múltiplas existências, já publicado pelo site.
Este trabalho propõe a construção de um percurso temático em torno da arte contemporânea voltado à formação docente, no âmbito do projeto de pesquisa Arte, docência e práticas artísticas contemporâneas: processos formativos para a educação básica, desenvolvido pelo ARTEVERSA – Grupo de estudo e pesquisa em arte e docência, com financiamento do CNPq. Pensa-se a arte contemporânea como dispositivo para o reconhecimento das múltiplas existências como valor pedagógico fundamental. A proposta se insere no contexto de experiência no estágio de Licenciatura em Artes Visuais, visando questionar as violências estruturais relacionadas a gênero, sexualidade, raça e classe, com base em autoras como bell hooks (2021), Kilomba (2019) e Hollanda (2020). A partir de uma curadoria de artistas contemporâneos, que estão disponíveis na Coleção de Artistas do site Arteversa e cujas obras articulam crítica social e poética visual, o percurso foi pensado de forma propositiva e reflexiva, a fim de fomentar práticas abertas à escuta, ao cuidado e à pluralidade de existências. O percurso apresenta artistas como Guerrilla Girls, Yeguas del Apocalipsis, Beth Moyses, Regina Parra, Graziela Kunsch e Carrie Mae Weems. A metodologia adotada inclui análise de obras, leitura de textos teóricos, e construção de um material pedagógico para ser disponibilizado no site do Arteversa, promovendo relações críticas entre os trabalhos artísticos e os cotidianos escolares. Como resultado parcial, destaca-se o potencial da arte para ativar questionamentos sobre as estruturas excludentes da escola e sugerir caminhos para práticas pedagógicas mais afetivas e éticas. A proposta busca ainda inspirar novas formas de diálogo entre docentes e produções artísticas contemporâneas, por meio de experiências que incentivem a construção de espaços educativos mais democráticos, diversos e amorosos.
