O Lume é o repositório institucional da UFRGS, no qual a produção intelectual e científica, produzida em acesso aberto dentro da universidade, fica disponível on-line para toda a sociedade.
Além de preservar a memória institucional da UFRGS, o Lume é uma excelente fonte de informação para quem está realizando uma pesquisa e precisa conhecer o que já foi publicado sobre determinado assunto, pois entre as diversas coleções disponíveis estão: artigos científicos, livros, trabalhos em eventos, trabalhos de conclusão de curso, teses, dissertações, etc.
A importância do nosso repositório institucional é notória, tanto que em maio de 2021 ele conquistou a segunda posição mundial em repositórios institucionais da 11ª edição do Transparent Ranking: All Repositories by Google Scholar, ficando atrás somente do Smithsonian da NASA.
Essa conquista não é por acaso, é resultado de um intenso trabalho de uma equipe especializada, competente e muito dedicada.
Diante disso, fizemos uma entrevista com a equipe responsável pelo Lume com o objetivo de conhecer um pouco do seu trabalho e a importância do nosso repositório institucional.
Vamos conhecer a equipe responsável pelo Lume?
Equipe do Lume
A equipe do Lume é composta por quatro servidoras, três da área de Biblioteconomia e uma da Ciência da Computação:

Cleusa Pavan, possui graduação em Biblioteconomia (2005), mestrado em Comunicação e Informação (2008) e Doutorado em Educação em Ciências (2018), todos pela UFRGS. Ingressou como servidora na Universidade, em 2008, tendo atuado nas Bibliotecas do Instituto de Física e da Faculdade de Medicina. Atualmente, integra a equipe gestora do Lume, no Centro de Processamento de Dados.

Gabriela D’Andrea, é graduanda em Biblioteconomia na UFRGS. Ingressou como servidora na Universidade, em 2014, atuando no Centro de Processamento de Dados onde, atualmente, integra a equipe do Lume.

Janise Silva Borges da Costa, possui graduação em Biblioteconomia (1982) e especialização em Gestão de Bibliotecas Universitárias (2009), ambos pela UFRGS. Ingressou como servidora na Universidade, em 1983, tendo atuado na Biblioteca da Escola de Engenharia e na Biblioteca Central, onde ocupou o cargo de Diretora (1992-1996). Atualmente, integra a equipe gestora do Lume, no Centro de Processamento de Dados.

Manuela Klanovicz Ferreira, possui graduação em Ciência da Computação (2008), mestrado em Computação (2012) e doutoranda em Comunicação, todos pela UFRGS. Ingressou como servidora na Universidade, em 2009, onde atua como coordenadora da equipe gestora do Lume, no Centro de Processamento de Dados.
Entrevista com a equipe do Lume
Confira agora a entrevista completa com a equipe do Lume:
1) Qual a importância do Lume para a Universidade?

O Lume é um serviço de informação dedicado ao gerenciamento da produção intelectual da UFRGS. Contempla a reunião, armazenamento, organização, preservação, recuperação e acesso, ampliando a disseminação da produção institucional.
Assim sendo, desempenha um papel crucial, no sentido de preservar a memória institucional; contribuir para a melhoria do sistema de comunicação científica; proporcionar ampla visibilidade dos resultados de pesquisa, do pesquisador e da UFRGS; garantir o acesso livre a documentos acadêmicos, científicos, artísticos e administrativos, e promover o uso dos documentos.
2) De que forma o Lume contribui com a comunidade da Escola de Engenharia da UFRGS?

A contribuição para a comunidade da Escola de Engenharia, bem como para as demais Unidades da Universidade, está relacionada com os aspectos mencionados acima. No entanto, podemos citar, ainda, outros benefícios para docentes, técnicos e alunos:
- Oferece um ambiente seguro para armazenar os trabalhos e disponibilizá-los em acesso aberto, especialmente para aqueles que não passam por uma casa publicadora, como relatórios de pesquisa, monografias, recursos educacionais, teses e dissertações, sendo o Lume o distribuidor de suas produções;
- Garante um identificador persistente (handle) para cada item depositado, facilitando o compartilhamento entre os pares e a citação;
- Facilita uma descoberta rápida e o acesso à produção institucional;
- Oferece estatísticas para os autores acompanharem o número de acessos e de downloads de suas publicações, e os respectivos países de procedência. Os coordenadores de Programas de Pós-graduação podem, por exemplo, verificar as teses e dissertações mais acessadas entre aquelas produzidas em seu âmbito, e
- Garante o registro de autoria, contribuindo para a detecção de plágio e/ou sua redução.
3) O Lume oferece acesso aberto e visibilidade à produção científica da UFRGS. Qual a importância disso?

Acreditamos que o maior ganho é a difusão e socialização do conhecimento produzido na Universidade.
Ao disponibilizar as publicações em acesso aberto, o Lume integra o Movimento pelo acesso livre às publicações científicas, que tem o propósito de manter os resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos livres, na internet, para a comunidade científica e a sociedade.
A visibilidade proporcionada pelo Lume amplia o uso das publicações e a possibilidade de citação, um aspecto muito valorado pela ciência. Também, contribui para acelerar o desenvolvimento da ciência, estabelecer redes de colaboração na pesquisa, e dar acesso a documentos digitalizados, anteriormente restritos às bibliotecas e outros setores da UFRGS com coleções analógicas.
4) Como é feita a alimentação das publicações no Lume? Quais setores da universidade estão envolvidos?

O povoamento do Lume é realizado mediante a coleta de metadados de alguns sistemas da Universidade, tais como, Sistema de Automação da Bibliotecas (SABi), de onde provém a maior quantidade de itens; Sistema Acervo Fotográfico, Sistema de Eventos Institucionais, Sistema de Legislação e por autoarquivamento, no caso de alguns órgãos/setores.
Estão disponíveis, atualmente, acervos provenientes do Sistema de Bibliotecas da UFRGS, do CEME – Centro de Memória do Esporte, da Editora da UFRGS, do Instituto de Física, do Jornal da Universidade, do CEPE, do CONSUN, do Museu Universitário, da Rádio UFRGS, da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico, do Setor de Patrimônio Histórico, do TelessaúdeRS, da UFRGS TV e das Pró-Reitorias, com a inclusão do Salão UFRGS.
A incorporação de novos acervos é realizada de forma gradativa. A divulgação no Lume obedece à Lei nº 9.610, de 19/02/1998, que dispõe sobre direitos autorais e, portanto, é necessário obter a autorização do autor/editor das publicações para que possam ser disponibilizadas.
5) Qual é o sentimento da equipe pelo sucesso do Lume como repositório institucional e por ele estar nas primeiras colocações nos rankings nacionais e internacionais?

Na 11ª edição do Transparent Ranking: Institutional Repositories by Google Scholar, divulgada em maio desse ano, o Lume ocupa a segunda posição dentre 3.101 repositórios de instituições de ensino e de pesquisa de todo o mundo. O ranking é elaborado pelo Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) da Espanha, e tem como objetivos mostrar a visibilidade das produções e valorizar as iniciativas de promoção de acesso livre às publicações.
Esse é o resultado de muito trabalho, contínuo e sistemático, ao longo dos treze anos de existência do Lume e, com certeza, é motivo de alegria e orgulho para todos nós. Envolve muitas equipes distribuídas em toda a Universidade. Certamente continuaremos buscando a manutenção de uma boa posição entre os repositórios institucionais.
Para ilustrar, em 2020, foram incluídos 13.226 novos itens e realizados 13.885.342 downloads, provenientes de diversos países.
6) Quais as perspectivas do Lume para o futuro?

Para o futuro planejamos:
- Ampliar o número de coleções e de documentos. Um dos próximos tipos de documentos a serem incluídos são os catálogos de eventos artísticos;
- Enriquecer os metadados para teses e dissertações;
- Atualizar o DSpace, software de código aberto adotado na sua implementação, para a versão 7 e, por fim,
- Integrar o Lume com o repositório de dados de pesquisa que, no momento, é um projeto piloto em andamento no CPD. Isso possibilitará, por exemplo, a vinculação de teses, dissertações e artigos aos dados da pesquisa utilizados para o seu desenvolvimento. O repositório de dados aproximará a UFRGS, ainda mais, à prática da Ciência Aberta.
Gostou da entrevista? Quer saber um pouco mais sobre o Lume?
Ouça o Podcast do Farol:

