Imagem de como seria a Amazônia se não houvesse floresta
– Vamos usar um equipamento aerotransportado, com um pulsor de laser acoplado a um GPS – explica Marcus Vinicio Neves d’Oliveira, pesquisador do Laboratório Virtual da Embrapa nos EUA, onde o novo monitoramento foi desenvolvido. – Esta máquina atua com frequência de 100 mil a 200 mil pulsos por segundo. A cada pulso emitido, ele retorna com até oito informações de três coordenadas: latitude, longitude e altitude.
A precisão do escaneamento permite aos pesquisadores selecionar pontos e, no sistema, simular a região sem árvores. A técnica é útil para o planejamento de manejos de solo.
/ Foto: Divulgação Embrapa
Outra atividade humana que pode ser extensivamente vigiada é o desmatamento, em boa parte ainda oculta pela copa de árvores maiores.Além do que foi derrubado, o 3D mede a riqueza da vegetação resistente ao avanço humano. O levantamento tridimensional proporciona o cálculo da biomassa da floresta – leia-se: o volume de madeira das árvores e os estoques de carbono.
– São parâmetros avaliados separadamente em cada árvore, que podem ser úteis para traçar políticas públicas – ressalta o pesquisador da Embrapa.
A vocação multiuso do levantamento atinge até a paleontologia. A equipe responsável pelo 3D avalia se uma das prioridades do levantamento será detectar, sob a cobertura vegetal, a eventual existência de geoglifos ainda desconhecidos. Os geoglifos são figuras desenhadas nas rochas por povos antigos, supostamente demarcando terras sagradas. No Brasil, algumas imagens já foram encontradas no Acre, justamente o estado eleito para os primeiros monitoramentos tridimensionais.
Fonte: O Globo
Data: 27/05/2010

