Brasil precisa aprender a transferir conhecimento, diz secretário

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, apresentou ontem (25), a palestra “Papel da Inovação na Sociedade Brasileira”. Ele esteve presente na abertura da 1ª Conferência Regional Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Porto Alegre (RS).

Segundo Mota, o Brasil é um país de sociedade inovadora, mas que não tem, em números significativos, empresas inovadoras. Mesmo diante desse contexto, o país conseguiu dar um salto na produção do conhecimento científico. “Nossa produção científica cresceu a uma taxa de 12% ao ano, ou seja, chegamos em meados da década de 80 produzindo 0,5% da produção científica mundial e hoje estamos em 2,6%”, disse.

Quanto a essa evolução, Mota fez uma ressalva. De acordo com ele, o Brasil produz conhecimento com muita qualidade, mas ainda se mostra frágil na capacidade de transferí-lo para o setor produtivo. Para o secretário, nenhum país se torna inovador sem ter uma base consolidada de ciência e tecnologia.

“Temos os elementos básicos para, por meio da inovação, nos afirmarmos como um país capaz de crescer de forma sustentável. E o crescimento sustentável não se dará sem o processo inovativo incorporado na sociedade”, destacou.

Ao finalizar o seu discurso, o secretário disse que esta conferência se dá num momento de mudança de conceitos e de postura, e de reexaminar as estratégias básicas, contribuições estas que podem ser prestadas pela região Sul. “São três Estados que têm domínio de como se construir uma academia competente e de fazer essa competência transcender seus muros e transformar, em sincronia, em sociedades que são inovadoras”.(Isadora Lionço, de Porto Alegre, para o Gestão C&T online)

Fonte: Gestão C&T Nº 914 – Edição Extra
Data:26/03/2010