Maioria dos artigos científicos publicados é de instituições públicas.
Demétrio Weber escreve para “O Globo”:
A Universidade de São Paulo (USP) foi a instituição brasileira que mais publicou artigos científicos — 4.804 — no ano passado, segundo balanço divulgado ontem pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Em segundo lugar, ficou a Unicamp, com 1.743, seguida pela UFRJ, com 1.516.
O balanço usa dados do Instituto para a Informação Científica (ISI, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, que monitora dez mil revistas especializadas.Em 2007, o Brasil publicou 19.428 artigos, o equivalente a 2,02% da produção mundial. Com isso, manteve a 15º posição entre 178 países, à frente de Suíça, Suécia e Israel. As 23 instituições brasileiras mais produtivas são públicas.
Em 24º lugar, com 180 artigos, aparece a PUC-RJ. As universidades estaduais de São Paulo responderam por mais de um terço da produção científica nacional. Além da USP e da Unicamp, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficou em quarto lugar, com 1.378 publicações.
A Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, aparece na 8º posição, com 530 artigos, mesmo número da Universidade Federal do Paraná. A UFF ficou em 15º, com 374; a Uerj em 18º , com 322; a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 36º, com 93.
Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a produção científica segue o ritmo da formação de doutores. No Brasil, a distribuição é desigual. Em 2006, a média no país era de 20,9 professores doutores para cada cem mil habitantes.
O Distrito Federal, porém, tinha a maior taxa — 50,5 —, seguido pelo Rio, com 36, e São Paulo, com 31,3. Na ponta de baixo, as taxas de 12 estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste eram inferior a dez. O Brasil forma atualmente cerca de dez mil doutores por ano. A meta, em 2010, é chegar a 16 mil.
Fonte: JC e-mail 3551, de 10 de Julho de 2008.
(O Globo, 10/7)

