Para atender às demandas e necessidades de cada grupo envolvido no tratamento do câncer infantil, o Portal Oncopediatria (www.oncopediatria.org), no ar desde 2004, ganhou uma nova configuração. Agora, são três áreas de acesso, adequadas segundo o perfil do usuário: uma para oncopediatras; outra para profissionais da saúde em geral, como enfermeiros e psicólogos; e uma última para pacientes e familiares. Além disso, o portal passou a contar com um twitter (http://twitter.com/oncopediatria), que divulga quaisquer tipos de notícias relacionadas ao tema – de enquetes sobre o combate ao câncer à campanhas de doação de medula. Até agora, o sistema tem 180 usuários médicos provenientes de 30 hospitais em todo o Brasil.
O portal foi desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da USP, sob a coordenação dos professores Marcelo Zuffo e Adilson Hira. A iniciativa conta com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) e hospitais de tratamento oncológico-pediátricos. O objetivo era introduzir a telemedicina como ferramenta de apoio ao tratamento e divulgação do câncer infantil. Hoje, espera-se ampliar a troca de informações entre os médicos e fornecer dados para levantamentos estatísticos e epidemiológicos sobre a doença. No Brasil, existem cerca de 60 mil pacientes com câncer infantil, e, a cada ano, são diagnosticados de 8 a 12 mil novos casos. O índice de cura está abaixo dos de países desenvolvidos.
O canal voltado para os pacientes e seus familiares reúne informações sobre os diversos tipos de câncer que acometem crianças e adolescentes e dicas de cuidados com alimentação e higiene. Além disso, disponibiliza um mapa com todos os hospitais e casas de apoio de oncologia pediátrica do país. Há, ainda, histórias de superação de pacientes que são enviadas pelos próprios usuários.
Já o canal para pediatras e outros profissionais de saúde comporta teses e dissertações em português sobre oncologia e vídeo-aulas feitas por profissionais da Sobope. Por fim, o canal dos oncopediatras permite que o médico inclua seus artigos científicos, além de colaborar com a enciclopédia do site e divulgar os protocolos de tratamento de seus pacientes.
O protocolo de tratamento define quais procedimentos são utilizados após o diagnóstico, como exames, medicamentos quimioterápicos e respectivas dosagens. O uso de protocolos mais avançados aumenta significativamente a chance de cura do paciente. “Essas informações servirão de subsídio para que grupos de pesquisa de todo o país conheçam, avaliem e melhorem os protocolos de tratamento da doença”, diz Hira.
Fonte: Portal da FINEP
Data: 15/10/2009

