“Depois eu vi que não precisava ter arrancado”.
O prejuízo causado por atitudes como esta virou tema de uma exposição na biblioteca da Unibrasil. Os livros, que foram inutilizados pelo setor devido a estragos, são um retrato nada compatível com a imagem que um estudante universitário deveria transparecer. “Alguns alunos sublinham as obras, arrancam páginas ou até mesmo capítulos inteiros para estudar para as provas”, conta Elisabeth Capriglioni, bibliotecária da Unibrasil e idealizadora da exposição.
Segundo ela, cerca de 30 livros precisam ser recuperados todos os meses pela instituição. “Se a gente não ficar atento na hora da devolução, vamos receber livros que saíram novos e voltaram estragados”, diz. Elisabeth acredita que a exposição servirá para conscientizar os alunos quanto à importância da conservação do acervo: “Quando os alunos entram no curso, percebemos que muitos deles não sabem sequer como se comportar em uma biblioteca”.
Em Curitiba, as universidades Federal do Paraná (UFPR), Tuiuti, PUC, UnicenP e Unibrasil possuem setores próprios para a restauração das obras. O acervo dessas instituições, somado, chega a 775 mil volumes, e aproximadamente 1,2 mil precisam ser recuperados a cada mês. O procedimento mais comum é xerocopiar as páginas faltantes de outro exemplar e reinserir no livro incompleto. Mas algumas vezes o “enxerto” não é possível.
Nas faculdades particulares, o maior problema é a não-devolução de alunos que saíram ou se transferiram para outra instituição.
Quando não há outra solução, a única saída é comprar novamente os títulos, caso ainda estejam presentes no catálogo das editoras. Mas se a obra for rara, a falta na estante será permanente. Elisabeth, da Unibrasil, percebe que “por ser uma universidade paga, os alunos exigem um acervo amplo e atualizado, mas para isso acontecer é necessária a conscientização de que todos são responsáveis por ele”, diz.
Fonte:
http://www.jornaldoestado.com.br/index.php?VjFSQ1VtUXlWa1pqU0ZKUFVrZDRVVlZyWkdwTlZsRjNWRzFHYVZKclNsWldiR2h1VUZFOVBRPT0=

