“Após quatro anos o quadro mudou drasticamente: a classificação das Universidades federais surpreendeu todos os observadores” Nagib Nassar é professor titular de Genética da UnB (http://www.geneconserve.pro.br).
Artigo de Nagib Nassar escrito para o “JC e-mail”:
Artigo publicado no “JC e-mail” desta segunda-feira sobre recente classificação de 500 instituições internacionais concentra-se nas Universidades paulistas, sem referência às demais Universidades brasileiras. As listas de ranking feitas por diferentes instituições normalmente se estende em até 10 mil nomes.
Interessa-nos nessa classificação que o critério mais importante para ganhar pontos é o número de artigos de pesquisadores publicados em diferentes áreas do conhecimento.
Acompanhar o ranking de certa Universidade durante certo período dá idéia de sua evolução e de sua produção cientifica. A quantidade e qualidade de sua produção científica se vinculam ao financiamento de sua pesquisa: quanto foi e como é administrado e acompanhado.
Em 2002, as Universidades Federais de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, do Paraná, da Bahia e de Pernambuco nem apareceram na lista das 500 melhores Universidades do mundo. Porém, após quatro anos o quadro mudou drasticamente: a classificação das Universidades federais surpreendeu todos os observadores.
A Universidade Federal de Santa Catarina encontra-se no 281º lugar e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul no 421º. Ainda, as Universidades Federais de Minas Gerais, Brasília, Paraná, Bahia e Pernambuco subiram mais de 100 posições no ranking e ficaram no 557º lugar para Minas Gerais, 597º para Brasília, 753º para o Paraná, 782º para Bahia, 690º para Pernambuco.
Por trás dessa melhoria há o financiamento à pesquisa e, mais do que isso, uma política bem planejada e definida de acompanhamento realizada pelas principais agências brasileiras de fomento: o CNPq e a Capes. É um exemplo de trabalho bem sucedido realizado durante os últimos quatro anos, que lidera todo o continente e atrai a atenção de todo o mundo.
Fonte: JC e-mail 3297, de 03 de Julho de 2007.
Fonte: JC e-mail 3297, de 03 de Julho de 2007.

