Bruno Rockenbach e o contato com a natureza

Meu Lugar na UFRGS | O engenheiro agrônomo conta como o trabalho que realiza no Departamento de Meio Ambiente e Licenciamento faz com que ele se sinta em casa

*Foto: Flávio Dutra/JU

O Câmpus do Vale é conhecido pela vasta vegetação nativa em uma área mais afastada da parte urbanizada da cidade, ao lado do Morro Santana. Apenas 3% da área do Câmpus é edificada, e o restante é ocupado pelo verde e pela fauna. Quem administra essa biodiversidade local e dos demais câmpus é o Departamento de Meio Ambiente e Licenciamento (DMALIC) da Superintendência de Infraestrutura (Suinfra) – onde Bruno Artur Rockenbach, engenheiro agrônomo, desempenha suas atividades.

Servidor na UFRGS há quatro anos, Bruno chegou à Suinfra por concurso público. No DMALIC, ele é responsável pela gestão ambiental, especialmente pelo manejo de vegetação e de fauna sinantrópica, por licenciamentos ambientais, autorizações, entre outras atividades relacionadas ao meio ambiente. 

De todos os câmpus, a maior demanda no manejo de vegetação está no Vale. Bruno explica que, por ser um lugar bastante arborizado, algumas árvores estão próximas às edificações e apresentam algum conflito, seja com entupimento de calhas, seja com as fundações da infraestrutura predial. “A gente realiza bastantes atividades, especialmente preventivas, para evitar que aconteça algum problema com a infraestrutura da Universidade ou algum acidente com aluno ou ente da comunidade acadêmica”, justifica.

Além da vegetação, o Departamento também trabalha com a fauna. Presentes no meio urbano, como nos lugares físicos da Universidade, alguns animais vão em busca de alimento e abrigo, e certas espécies fazem parte da fauna sinantrópica, ou seja, que apresenta certa nocividade ao ser humano – vespas, abelhas, ratos, pombos e morcegos são algumas delas. Bruno atua na parte do manejo desse grupo.

Para isso, é primeiro realizada uma vistoria para avaliar a situação do animal no local. “Se necessário, é contratada uma empresa terceirizada com profissional especializado que retira a colmeia, o enxame de abelhas, por exemplo, ou faz o manejo dos pombos e o afastamento”, explica o servidor.

Bruno reforça que, normalmente, animais silvestres que habitam o espaço, como lagartos, não recebem interferências, pois estão em sua vida normal e não causam problemas.

“A única forma de interferir é se estiverem machucados e precisarem ser tratados”, diz. Nesses casos, o projeto Preservas – Núcleo de Conservação e Reabilitação de Animais Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária auxilia na busca dos animais para receberem o tratamento e voltarem para a natureza.

O servidor valoriza que as atividades desempenhadas em conjunto com seus colegas estejam relacionadas ao funcionamento da Universidade, garantindo que atinja o seu fim do ensino, da pesquisa e da extensão. 

A gestão do meio ambiente é muito importante para que a unidade acadêmica consiga desempenhar as suas atividades, e que, com a gestão ambiental, a gente consiga diminuir os impactos ambientais negativos proporcionados.

Bruno Rockenbach
Conforto em meio à natureza

Apesar de a maioria das atividades serem administrativas, a que mais satisfaz Bruno é a que o coloca em contato com a natureza. Além disso, seu interesse na causa ambiental é familiar. Com mãe bióloga e pai que criava árvores nativas e hortaliças no pátio de sua casa, em Nova Bréscia, o engenheiro cresceu com afeto e desejo de trabalhar com o meio ambiente. “Eu fiz concurso para engenheiro agrônomo na Universidade e me senti muito contente quando fui direcionado para trabalhar no departamento de meio ambiente. Hoje, me sinto realizado atuando nessa área”, reconhece.

Aqui me sinto em casa. Me lembra muito a minha, a casa dos meus pais, que é rodeada por árvores. Me sinto muito mais à vontade para trabalhar.

Bruno Rockenbach

O engenheiro também se sente realizado em poder contribuir, de alguma forma, com a preservação ambiental e com a diminuição dos impactos que são ocasionados por atividades naturais.

No entanto, praticamente toda a trajetória de Bruno na UFRGS foi longe do verde: trabalhou apenas quatro meses presencialmente antes das atividades serem suspensas por causa da pandemia. Para ele – assim como para toda a comunidade da Universidade –, o trabalho nesse período foi dificultado pela perda do contato com quem costumava encontrar no câmpus. “Na atividade remota, o contato ficava mais frio, não tinha o calor do encontro ao trabalhar junto”, diz.

Com o retorno às atividades presenciais, além da conversa olho a olho e da integração promovida no ambiente de trabalho, Bruno pode, finalmente, vivenciar o ambiente entre as árvores, onde sempre quis estar.


A série Meu Lugar na UFRGS é um projeto conjunto entre o JU e a UFRGS TV. Confira abaixo a reportagem em vídeo: