Em meio à pandemia, preprints ganham espaço e otimizam comunicação da ciência, mas controvérsias ainda cercam modelo

Comunidade científica | Crise sanitária tornou mais visível a pressão por maior rapidez e transparência na publicização tanto dos resultados e produtos da ciência quanto dos dados e pareceres emitidos por especialistas. No entanto, nova modalidade de comunicação científica enfrenta desafios para se consolidar

*Foto: Flávio Dutra/Arquivo JU 24 abr. 2020

Planejar e executar uma pesquisa científica passa por uma série de protocolos sistematizados: a construção de um projeto aplicável e metodologicamente adequado, a submissão ao conselho de ética, a aprovação por outros órgãos regulatórios internos e externos às instituições de pesquisa, a execução de um plano de trabalho, a coleta de dados e o desenvolvimento de testes e pilotos, a avaliação, discussão e conclusão dos resultados preliminares alcançados. A redação seria uma das últimas etapas para finalizar um estudo. Cada uma dessas partes demanda um considerável período de tempo que varia de meses até anos, dependendo do tipo da proposta – trabalhos que envolvem seres humanos são ainda mais criteriosos na liberação – e da área do conhecimento. Esses processos são indispensáveis para garantir a segurança e a integridade dos participantes, assim como a qualidade de um estudo.

Com o texto finalizado, o passo seguinte é enviá-lo a um periódico científico para ser validado pela comunidade acadêmica. Nessa etapa o trabalho passará por uma revisão por pares feita por pesquisadores especializados no assunto, aos quais cabe aprovar, solicitar alterações, novas informações e dados, correções ou até mesmo recusar a publicação do manuscrito. A avaliação por pares é um dos critérios e um dos parâmetros que assegura a confiabilidade na ciência, argumenta o jornalista científico e estudante do mestrado em História da Ciência na Universidade de Harvard, Thiago Medaglia. “A revisão pelos pares não é infalível, mas é um mecanismo de segurança”, enfatiza. Na mesma direção, a bibliotecária e diretora da Biblioteca Central da UFRGS, Letícia Strehl, reforça que a sobrevivência de uma pesquisa a esse procedimento de controle não certifica que possua alta qualidade. “Às vezes, e não é tão raro assim, nós temos pesquisas que são revisadas por pares e que são publicadas com erro”, destaca.

“Quando nós falamos de um resultado científico, não estamos dizendo que aquela é a última palavra sobre determinado assunto, mas que é um dos elementos do debate”

Letícia Strehl

Esse processo todo – de análise por especialistas e publicação em uma revista acadêmica – pode durar semanas ou anos. No contexto de uma pandemia global, onde cada minuto conta, a urgência é incompatível com o tempo gasto para que os resultados de uma pesquisa sejam comunicados e socializados. Essa discussão garantiu ao modelo de publicação preprint (ou pré-impressão), como prática de ciência aberta, um espaço privilegiado no debate sobre comunicação científica e editoração acerca dos benefícios e contradições que cercam esta modalidade. Ao mesmo tempo, esse contexto também reacendeu a discussão sobre a ciência aberta e os limites do sistema de publicação científica em acesso fechado. Questões essas já presentes na comunidade acadêmica, em maior ou menor grau em diferentes campos do conhecimento e regiões do globo, elas reforçam a importância da rápida circulação da comunicação das pesquisas científicas e suas repercussões para além dos ambientes de convívio acadêmicos.

Preprints e o movimento da ciência aberta

De maneira geral, preprint é uma versão inicial de um trabalho científico disponível em acesso aberto na web antes mesmo de ser avaliado e publicado em um periódico acadêmico. “É um artigo ainda não finalizado […], em que você deposita num repositório especializado nesse tipo de material para poder, primeiro, clamar pela inovação daquele artigo, ou seja, ele antecipa algumas etapas e, segundo, para poder agilizar esse processo de publicação e receber feedback da comunidade antes mesmo de passar pela revisão por pares“, ressalta a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Fórum de Periódicos e Comunicação Científica da UFF, Thaiane Oliveira.

Essa versão antes da publicação pode ser em diferentes fases, complementa Strehl: a versão inicial dos autores (ainda não revisada) ou a versão submetida e já com revisões, seja dos editores e revisores de uma revista ou a partir de comentários dentro do próprio repositório de preprints.

“A publicação científica sempre foi muito conservadora, muito tradicional. Ela se manteve assim por séculos, com o mesmo formato, e agora nós estamos num momento de plena revolução, de abertura da ciência, com uma premissa fundamental de que o conhecimento é um bem público. Isso faz com que as instituições precisem criar mecanismos de acesso à informação”

Letícia Strehl

Para a diretora da Biblioteca Central da UFRGS, os preprints são identificados como uma ação que contribui para o avanço e o fortalecimento da ciência aberta, assim como para o alinhamento das revistas científicas com essas práticas. O movimento da ciência aberta tem sido reconhecido pela forma inovadora de se fazer e comunicar ciência, redefinindo os processos editoriais dos periódicos científicos, aponta Maria da Graça O. Crossetti, professora titular do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica e editora-chefe da Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE), ambos vinculados à Escola de Enfermagem (EEnf) da UFRGS.

“A ciência aberta tem como princípio essencial que o conhecimento científico deve ser livre para que outros possam colaborar e contribuir, em que dados de pesquisa, notas de laboratório e outros processos de pesquisa estejam disponíveis gratuitamente antes ou paralelamente à publicação do artigo pelo periódico, podendo ser reutilizados e replicados”

Maria da Graça O. Crossetti

A ciência aberta é marcada pela transformação, disponibilização, inclusão e transparência em todas as etapas de produção e comunicação científicas, o que inclui o acesso gratuito de todas as formas de registro produzidas por uma pesquisa. Esses registros variam desde dados brutos em repositórios na web até artigos completos em periódicos, acompanhados pela abertura do procedimento de revisão de artigos.

“A ciência aberta é uma transformação para um modo mais aberto, mais amplo, mais acessível da forma como pensamos o processo de produção e circulação de conhecimentos […]. E os preprints foram incorporados a esse guarda-chuva”

Thaiane Oliveira

O movimento ganhou ainda mais fôlego com a publicação, em maio de 2021, de um documento de recomendação sobre a ciência aberta assinado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Nele a agência reforçou a necessidade do acesso amplo e ilimitado a toda a diversidade do conhecimento científico, a implementação de infraestruturas de acesso aberto, a participação ampla dos agentes sociais, o diálogo aberto com outros sistemas de conhecimento e a comunicação científica acessível com o objetivo de aumentar e fortalecer a função social da pesquisa e do conhecimento científico, facilitando, assim, a inclusão e replicabilidade de pesquisas.

Seguindo a mesma tendência, a rede SciELO, um programa de cooperação internacional de livre acesso que armazena, publica e avalia a produção científica em formato eletrônico, atualizou em 2020 seus critérios de indexação para serem compatíveis com os princípios da ciência aberta. Na prática, o documento estabelece a modalidade de preprint como início do fluxo de comunicação das pesquisas. O texto prevê que até o final de 2022 todos os periódicos da Coleção SciELO Brasil alinhem suas políticas editoriais a esses parâmetros, acompanhando as orientações internacionais da publicação científica.

Entre esses periódicos está a RGE, editada e publicada pela EEnf/UFRGS desde 1976. Considerada a terceira revista de enfermagem mais antiga do Brasil, a RGE desde 2010 é parte da coleção SciELO, contextualiza Crossetti. Comprometida com o programa, a revista criou em 2021 o grupo de trabalho Ciência Aberta, formado por cinco editores associados, para desenvolver o planejamento estratégico para o período de 2022 a 2023. O objetivo, segundo a editora-chefe do periódico, seria adotar três princípios básicos da ciência aberta: os preprints, a avaliação por pares aberta e a abertura de dados de pesquisa ou dados abertos.

Em 2021, ano em que completa 45 anos de circulação, a RGE publicou dois editoriais em que discute a ciência aberta e os preprints. Além de indicar a adesão da revista aos novos princípios, o intuito da ação foi cooperar “com a compreensão desses atores sobre a inovação em fazer e consumir pesquisa, que é a ciência aberta”, comenta Crossetti.

Benefícios e controvérsias cercam modelo

Os benefícios do modelo preprint de publicação são vários, defende a professora da UFF. “O primeiro deles é a questão do próprio tempo. A partir do momento em que você deposita um manuscrito em preprint em um repositório, você antecipa algumas etapas do processo de revisão por pares, o que é muito natural e necessário para a validação científica, no sentido de que você pode clamar pela inovação, pela originalidade, por ser o primeiro a debater determinados temas”, embora não signifique que esse estudo preliminar esteja validado pelos pares, adverte Oliveira. “O segundo é que possibilita, em teoria, receber um feedback da comunidade científica antes do próprio processo de revisão por pares. Você também consegue um diálogo um pouco maior ao permitir que a comunidade científica possa trazer contribuições, opiniões, avaliações sobre o seu manuscrito em andamento”, completa.

Com a pandemia de covid-19, a pesquisa se tornou um importante condutor da tomada de decisões de políticas públicas para a saúde em diversos governos pelo mundo. Ela tem nos ajudado a compreender o funcionamento do novo coronavírus, a construir métodos para diminuir seu impacto a partir de vacinas, a mudar comportamentos e formas de tratamento, além de guiar a população ao longo desse período. Strehl ressalta a importância da rapidez com que circularam resultados de pesquisas, a partir dos repositórios de preprints, para o enfrentamento da pandemia vigente.

“Os preprints trouxeram agilidade para a comunicação científica, e isso foi fundamental na pandemia, nas pesquisas sobre covid-19. Nós estávamos numa luta em que cada dia de inexistência de recursos para lidar com o coronavírus significava mortes, o fechamento de comércios e, para além da saúde pública, um impacto econômico e de miséria para o mundo todo”

Letícia Strehl

Strehl e Oliveira também defendem que os benefícios da popularização dos preprints são visíveis até mesmo no processo de revisão por pares, que antes seria limitado a dois ou três especialistas e agora estaria disponível para um público mais amplo de pesquisadores tanto da temática específica quanto de outras áreas do conhecimento.

No entanto, o uso de preprints na pesquisa sobre covid-19 também gerou inúmeras controvérsias tanto na sociedade quanto no meio científico. Embates políticos desinformaram a população quanto ao uso de certos medicamentos no tratamento do vírus e geraram autotratamento e medicação com base em resultados de preprints. Um dos casos mais famosos de desinformação inclui, por exemplo, um preprint que vinculava HIV e covid-19 e que foi retirado do ar poucos dias após a publicação. A falta de um mecanismo de controle de qualidade dos estudos publicados nos servidores é um dos principais alvos da crítica daqueles que são contrários ao uso desse modelo.

Além disso, pesquisadores e pesquisadoras das ciências da saúde geralmente se envolvem em estudos cujo produto pode resultar em algum tipo de propriedade intelectual objeto de patente. Isso tem gerado debates nos âmbitos jurídico, econômico e ético no que diz respeito à produção, à apropriação dos dados e ao compartilhamento de informações e produções de conhecimento, esclarece a editora-chefe da RGE.

Repositórios de preprints oferecem infraestrutura, mas a participação está abaixo do esperado

Apesar de ser um termo popularizado durante a pandemia vigente, preprints não são recentes. A maioria dos servidores online onde esses textos estão publicados são anteriores à crise sanitária global, salienta o jornalista científico Thiago Medaglia. Há três décadas, em 1991, surgia o primeiro repositório de preprints, o arXiv, desenvolvido originalmente por Paul Ginsparg para armazenar trabalhos preliminares da física de altas energias e, em seguida, expandido para agregar oito áreas temáticas. O arXiv, atualmente hospedado pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, inseriu uma nova instância de avaliação pública aos trabalhos acadêmicos e por décadas foi a única iniciativa bem-sucedida de preprints no mundo. Com um volume acumulado de quase 1,8 milhão de artigos até o final de 2020, segundo dados de seus organizadores, o arXiv é tido como o maior e mais antigo repositório de preprints.

No entanto, a diretora da Biblioteca Central da UFRGS acrescenta que a história dos preprints remonta a um passado ainda mais antigo. “Mesmo antes da internet, eles já existiam em formato impresso. Era um modo que os pesquisadores tinham de fazer circular os seus resultados de pesquisa de uma maneira informal, não dependendo dos canais alcançados pelos próprios periódicos”, comenta. Uma dessas experiências inaugurais é resgatada por Matthew Cobb, professor de zoologia na Universidade de Manchester, no Reino Unido, em um artigo publicado na revista PLoS Biology, em 2017. Em seu trabalho, Cobb descreve a criação, em 1961, dos Information Exchange Groups (IEG) do National Institutes of Health (NIH). Operando com 2.500 textos sobre temas variados e 3.600 pesquisadores ao redor do mundo, os preprints impressos do NIH promoveram uma das primeiras experiências de circulação desse modelo de publicação à época.

Com a internet, esse mecanismo de comunicação se ampliou e se estruturou em algo que passou a ser, praticamente, um estágio inicial da publicação e da divulgação de pesquisas, como procuram reforçar os novos critérios de indexação da SciELO no contexto brasileiro. A criação de outros repositórios voltados para o vasto campo das Ciências Biológicas, Médicas e Biomédicas, como o bioRxiv em 2013, o ASAPbio em 2016 e o medRxiv em 2019, fortaleceram progressivamente a adoção dos preprints no ecossistema da comunicação científica.

Nos últimos anos, com um forte apelo do movimento da ciência aberta, inúmeros servidores de preprint surgiram pelo mundo. No Brasil, dois novos repositórios foram criados: o SciELO Preprints e o Emerging Researcher Information (EmeRI). Essas duas iniciativas se somam no intuito de acelerar a difusão de resultados de estudos emergentes, a partir da adoção desse novo formato de comunicação científica.

Na opinião da diretora da Biblioteca Central da UFRGS, ter uma infraestrutura nacional é importante, mas a criação de um grande número de repositórios provoca a dispersão da informação, o que se reflete em um prejuízo na comunicação e no diálogo possível nesses ambientes. Investir em infraestruturas comuns e atuar em colaboração, preceitos da ciência aberta, seria a solução ideal, defende.

Apesar disso, os servidores de preprints cumprem o papel de fornecer uma infraestrutura de acesso aberto seja para a disponibilização dos preprints, seja para promover um espaço de diálogo público. Essa interface dos repositórios online permite que os leitores comentem e compartilhem os preprints no site ou por meio de serviços de redes sociais, como Twitter e Facebook. O arXiv – o mais importante e reconhecido repositório de preprints –, contudo, não possui moderação nos comentários, enquanto o bioRxiv e medRxiv atuam para filtrar comentários de teor ofensivo ou irrelevante.

Oliveira pontua que a idealização do que seriam as dinâmicas de produção e circulação da ciência, a partir dos preprints, não acontece na prática. Somente aproximadamente 10% dos preprints depositados no bioRxiv, por exemplo, possuem algum comentário, informa Jeffrey Brainard, editor associado da revista Science, em artigo de 2019. Muitos desses comentários vêm das redes sociais, principalmente nos trabalhos relacionados à covid-19.

“São pouquíssimos os preprints que recebem um feedback da comunidade […]. O retorno que se tem da comunidade científica é reduzido, é muito pequeno e limitado”

Thaiane Oliveira
Reflexos da circulação e cobertura de preprints

Embora o acesso aos preprints ofereça inúmeros benefícios aos pesquisadores e seja uma prática que favoreça o desejo por uma ciência aberta, a comunidade científica tem manifestado certa preocupação com a forma como essa modalidade se espalha para além do campo científico. “A ciência não circula só entre os cientistas, só no campo científico. O que produzimos dentro das instituições de ciência, tecnologia e inovação servem à sociedade; elas interessam a diferentes esferas da sociedade”, contextualiza Oliveira.

Um dos setores que se apropriam dos preprints é a mídia. Com isso, um dos problemas e desafios é uma possível interpretação equivocada dada por profissionais da comunicação – sobretudo jornalistas – a descobertas preliminares, ou mesmo desconsiderar ou excluir o contexto crítico no entendimento dos resultados iniciais de uma pesquisa. A mesma preocupação aparece quanto a uma possível apropriação distorcida de estudos de preprint e de coberturas noticiosas da imprensa por pessoas comuns, de modo a favorecer seus posicionamentos políticos e circular esses trabalhos em serviços de redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, gerando desinformação.

Durante a pandemia em curso, observamos vários preprints conquistarem grande e acelerada repercussão na mídia. Em um estudo publicado recentemente no último volume da Revista Brasileira de História da Mídia, Thaiane Oliveira e pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Fiocruz identificaram que a maioria dos jornalistas, principalmente de outras editorias e que não possuem um conhecimento especializado em ciência, não sabe o que é um preprint. Com isso, enquadram a notícia como se aquele resultado fosse avaliado e reconhecido pelos pares.

“Muitos deles colocam que preprints são resultados de pesquisa, são publicados em revistas – quando na verdade estão em repositórios de preprints –, ou não informam à população que se trata de artigos que ainda estão em avaliação, ou seja, que não são resultados finais, que são resultados em processo de avaliação e, portanto, não podem ser entendidos como resultados garantidos”, reforça Oliveira. Ao não informar a população corretamente, uma série de más interpretações em relação aos preprints e aos resultados de um estudo podem aparecer, adverte a professora.

“Jornalistas de outras editorias acabam incorporando a pauta científica, sobretudo nesse momento de pandemia, que precisou reconfigurar editorias dos jornais para poder dar atenção às questões relacionadas à ciência e em relação à covid-19”

Thaiane Oliveira

Outro achado da pesquisa é que o próprio jornalismo também enquadra e instrumentaliza muito mais as controvérsias políticas do que as científicas. “A ênfase maior era na própria questão política, muito em função de uma conjuntura atual de uma instrumentalização político-partidária da ciência em outras esferas, sobretudo as esferas políticas, administrativas e de governança do nosso país”, ressalta a professora da UFF. Esse destaque às controvérsias políticas voltadas para tópicos de ciência gera um problema na comunicação entre ciência e sociedade mediada por jornalistas não especializados.

No estudo, os autores também observaram como as matérias foram percebidas pelos usuários do Facebook, que contestavam as próprias instituições científicas. Segundo Oliveira, “muitos usuários, sobretudo das plataformas de mídias sociais, quando viam esse enquadramento do jornalismo […], tendiam a trazer uma série de questões inclusive envolvendo a contestação epistêmica das pesquisas, também carregando um tanto de politização da ciência”. O diagnóstico do estudo ressalta que a falta de capacitação de jornalistas em lidar com temas científicos, aliada a abordagens que privilegiam polêmicas políticas, afetam o entendimento e a percepção pública da ciência pela sociedade.


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