O lúdico e o sério: experiências com jogos no ensino de história

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir o papel do jogo no aprendizado de História apresentando como exemplo atividades e experiências realizadas na rede pública do ensino fundamental no Rio de Janeiro entre os anos de 2001 2007. Analisa as características do jogo, simultaneamente lúdico e sério, que propiciam resultados positivos ao estimular os alunos a analisar, sintetizar e manipular conceitos e saberes necessários à construção do conhecimento histórico.

ANDRADE,Devora El-jaick. Olúdico e o sério: experiências com jogos no ensino de história. In: História e Ensino, v. 13 (2007). Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/histensino/article/view/11646

O jogo como um instrumento de trabalho no ensino de História

FERMIANO, Maria A. Belintane. O jogo como um instrumento de trabalho no ensino de História. Disponível em: www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=54.

Apresentação

Prezados leitores, temos a satisfação de trazer a público mais um número de História Hoje, que vem cumprindo com regularidade o seu papel de difundir, por meio da Internet, a produção historiográfica elaborada pelos pesquisadores brasileiros. No presente volume, encontram-se reunidos textos que tratam de temas referentes à historiografia, à História Moderna, à História do Brasil e ao ensino de História, resultando num conjunto diversificado e interessante de artigos.

Em Utopias por um mundo melhor, Adalmir Leonidio pretende contribuir para a discussão teórica acerca do conceito de utopia por meio de uma análise histórica das diferentes formas de literatura utópica. Nesse sentido, elabora um amplo panorama desde as origens do imaginário utópico até o seu desenvolvimento entre iluministas e revolucionários europeus, como Morelly e Babeuf.

Fábio Adriano Hering, em As peculiaridades modernas da Grécia Antiga: Nacionalismo e Arqueologia na Europa do século XIX (o caso de Heinrich Schliemann), discute a relação entre a ideologia política dos Estados Nacionais no período de consolidação imperial e os domínios da investigação arqueológica acerca do legado grego antigo.

Francisco Gleison da Costa Monteiro, em A produção cinematográfica em sala de aula: um outro olhar para o fazer histórico, se propõe a apresentar uma reflexão sobre a produção cinematográfica como via de acesso ao conhecimento da História e pontuar alguns elementos considerados importantes para discutir as abordagens teórico-metodológicas para o uso de filmes como instrumento pedagógico e dinamizador de questões pertinentes ao ensino-aprendizagem.

Márcia Conceição da Massena Arévalo, em Lugares de memória ou a prática de preservar o invisível através do concreto, discute as noções que unem a idéia de patrimônio, como preservador de uma memória, e do espaço, como veiculador da mesma, o que gera o uso da categoria “lugares de memória” que observa o espaço físico (material) como suporte para a formação de uma memória coletiva (imaterial).

Maria A. Belintane Fermiano, em O jogo como um instrumento de trabalho no ensino de História?, propõe que a História seja considerada uma área que possibilita o pensar e que essa concepção deve ser construída no decorrer do Ensino Fundamental. Sendo assim, apesar da importância do conteúdo para o aluno, devemos nos preocupar com a formação de um sujeito pesquisador, historiador perseguindo o desenvolvimento de categorias de tempo (permanência/mudança, semelhança/diferença, e simultaneidade), do pensamento e da construção da cidadania, da tolerância, da cooperação.

Por último, Sônia Maria Ribeiro Simon Cavalcanti, em Ysabel, a Católica: mulher, rainha, mãe, guerreira… Senhora de dois mundos, tem por objetivo revisitar o período em que viveu Ysabel, a Católica, enfatizando suas ações como rainha e focalizando alguns momentos mais significativos do reinado que compartilhou com Fernando de Aragão, em especial o processo de unificação da Espanha e de expansão ultramarina européia.

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