Sobre o seminário-homenagem à Ivone Richter “O que precisamos dizer de novo em arte e educação”


IMG_0648

Ivone Richter conversou com o público

IMG_0613

Ivone disponibilizou fotos inéditas da pesquisa que deu origem ao livro “Interculturalidade e Estética do Cotidiano no Ensino das Artes Visuais”.

IMG_0548

Questões da proposição do seminário sobre o “dizer de novo” em arte e educação foram apresentadas pela líder do grupo ARTEVERSA, Luciana Gruppelli Loponte.

IMG_0556(1)

Foram retomados momentos históricos de lutas pela arte e educação protagonizados por Ivone Richter.

 

No dia 8 de novembro de 2018, o ARTEVERSA ofereceu um seminário. Antes a palavra seminário dissesse do afeto todo e do bonito do dia. Não diz. Algumas fotos dizem, talvez. Dizem de um seminário-homenagem. Homenagem à obra da professora e pesquisadora Ivone Richter, homenagem a uma vida de trabalho dedicada a pensar, dentre outros temas, noções tão importantes como a da estética do cotidiano, essa boniteza (ética e estética) de uma prática docente engajada em trazer para a sala de aula a pluralidade da existência e dos modos de vida dos diversos alunos. Ampliar a noção restrita de arte e abraçar, na sala de aula (espaço importante de constituição de sujeitos), o cotidiano dos estudantes, abraçar a diferença, a pluralidade que sabemos constantemente apagada, calada, invisibilizada.

A poesia de toda a homenagem, a poesia do Seminário “O que precisamos dizer de novo em arte e educação” estava na presença da professora Ivone Richter que, em 2019, completou oitenta anos. Na presença emocionada e honrada de uma professora que assistiu sua obra sendo atualizada, repensada, reinterpretada, movimentada. Uma professora homenageada lindamente em um país que tanto fez e faz para diminuir seus educadores. Resiste, no entanto, a paixão! E por que não usar essa palavra? É preciso da força da paixão para mover uma vida de pesquisa sobre docência, educação e arte. Quem trouxe a palavra-sentimento foi uma professora da plateia. Sorridente, comentou que não iria nos dizer há quantos anos estava em sala de aula e brindou o dia no Auditório Nascente do Prédio Centenário da Engenharia da UFRGS com o dito:

“Espero que a morte chegue antes que a paixão acabe”.

por Tiago Martins de Morais

Pesquisador/Doutorando em Educação PPGEDU/UFRGS e membro do grupo de pesquisa ARTEVERSA

 
 

 

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>