Laboratório de Paleobiologia de Invertebrados e Tafonomia Quantitativa

Um pouco de nossa história

O Laboratório de Paleobiologia de Invertebrados e Tafonomia Quantitativa – LPiTq tem história muito recente, como ingresso (em 2016) do prof. Dr. Fernando Erthal, e posteriormente do prof. Dr. Matias do Nascimento Ritter (em 2018, lotado no Campus Litoral Norte/CECLIMAR). O surgimento e atual formalização (em andamento) do laboratório como tal está diretamente vinculado às áreas de atuação dos profs. Fernando e Matias, cuja ênfase está na perspectiva quantitativa/estatística no estudo potencial de fossilização dos organismos. Mesmo assim, a origem do LPiTq remonta à estrutura criada pelo prof. Dr. Irajá Damiani Pinto e pela profa. Dra. Iêda Regina Forti-Esteves, e à Coleção de Invertebrados Fósseis do Museu de Paleontologia, que é a mais antiga (o primeiro fóssil foi catalogado em 1945) e a mais numerosa (mais de 10 mil fósseis e lotes tombados). O acervo também conta com centenas de amostras de sedimento bioclástico/conchíferos da plataforma continental do Brasil, coletados durante as expedições GEOMAR e REMAC (décadas de 70 e 80) e REVIZEE (década de 90), obtidas em parceria com o Centro de Estudos Costeiros e Oceânicos – CECO.
A maior parte dos estudos com macroinvertebrados fósseis foi conduzida principalmente pelo prof. Irajá (com ênfase em cnidários e artrópodes do Paleozoico e do Cretáceo) e pela profa. Iêda (ênfase em moluscos quaternários). Ambos foram responsáveis pela coleta de boa parte do material (mundo afora) e também pela formação de recursos humanos (através da atuação junto ao PPGGEO). Contudo, com a aposentadoria da profa. Ieda em meados dos anos 90, e do prof. Irajá no começo dos anos 2000, a atenção aos invertebrados fósseis ficou difusa, com algumas participações mais eventuais de docentes de outras áreas. Além disso, a Tafonomia se estabeleceu como sólida área de pesquisa em Paleontologia a partir da década de 80, e mais tardiamente no Brasil. Na UFRGS, existiu essa linha de pesquisa (com ênfase em vertebrados) liderada pelo prof. Dr. Michael Holz até 2009, quando se transferiu para a UFBA.
O LPiTq conduz pesquisas em Paleobiologia da Conservação, fidelidade quantitativa, tafonomia estratigráfica, paleoecologia de interações biológicas, reconstrução de paleocomunidades vegetais e análise de coquinas, através de projetos desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação e pelos docentes em colaborações nacionais e internacionais. Conta com o apoio de órgãos como o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos – CECLIMAR, Centro de Investigação de Gondwana – CIGO, e CECO, além de interagir com os diversos outros laboratórios do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia.

Responsáveis:

Dr. Fernando Erthal (fernando.erthal@ufrgs.br)

Dr. Matias N. Ritter (matias.ritter@ufrgs.br)

Contato:

Telefone: (51) 3308-6386

E-mail: tafoqua@ufrgs.br