Museu

A História do Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto

A história do Museu de Paleontologia começou em 1945, numa das salas do porão do prédio onde até hoje funciona a Faculdade de Direito da UFRGS. Naquele porão, o Prof. Irajá Damiani Pinto, então recém-nomeado Assistente da Cadeira de Paleontologia, dispunha de duas salas, uma para depósito e biblioteca particular e outra para o Museu do Curso de História Natural, que funcionavam também como laboratório e sala de aula. A partir daí, começaram as coletas sistemáticas de fósseis para as aulas e para o Museu de Paleontologia, dando início ao acervo hoje existente.

Em 1954, o curso de História Natural transferiu-se para o prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Naturais (ao lado do prédio da Reitoria). Em função da limitação de espaço, muitos fósseis ficavam expostos em armários envidraçados ao longo dos corredores, situação que perdurou por muitos anos. Em 1957 foi criada a Escola de Geologia e, em 1971, o Instituto de Geociências da UFRGS, cujos departamentos ocupavam prédios espalhados por diferentes pontos do Campus Central da UFRGS. O Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, que incorporou o Museu de Paleontologia, continuou ocupando uma parte do Instituto de Filosofia e Ciências Naturais até 1987, quando o Instituto de Geociências se mudou para o Campus do Vale e o Departamento ganhou um prédio próprio que ocupa até hoje. Naquela época, o Departamento já contava com milhares de espécimes de invertebrados, vertebrados, plantas e microfósseis, separados em diferentes coleções.

Na década de 1990, uma das salas do andar térreo (a Sala 102, em frente ao atual Museu) foi reformada para servir de Sala de Exposição, onde alguns dos fósseis mais importantes das diversas coleções passaram a ficar expostos ao público, passando a atender também a visita de escolas. Em 2004, o Museu Universitário da UFRGS localizado no Campus Central, organizou uma grande exposição, denominada “Antes dos Dinossauros” na qual foram expostos ao público alguns dos principais fósseis da coleção do Museu de Paleontologia. Esta exposição havia sido programada para ficar em cartaz por seis meses, mas devido ao enorme sucesso, permaneceu até o ano seguinte, registrando um total de mais de 15 mil visitantes. O sucesso daquela exposição demonstrou a necessidade do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia ter um local próprio para abrigar uma exposição à altura do acervo fossilífero do Museu de Paleontologia.

Nesse sentido, em 2007, sob a coordenação da Profa. Valesca Brasil Lemos, então Diretora do Museu, foi elaborado um projeto arquitetônico para uma exposição didática que contasse a História da Vida na Terra, o qual foi apresentado à PETROBRAS, que financiou a obra,  inaugurada em dezembro de 2008. A partir daí, o Museu de Paleontologia passou a chamar-se Irajá Damiani Pinto, em homenagem ao seu fundador, enquanto a sala de exposições ganhou o nome de Mário Costa Barberena, o grande responsável pela implantação da Área de Paleontologia de Vertebrados do Departamento.

Hoje, o museu recebe quase diariamente visitas de escolas, além de pesquisadores nacionais e internacionais interessados em estudar os fósseis do RS, servindo ainda como apoio didático para disciplinas dos cursos de Geologia, Biologia e Geografia, que ali realizam aulas práticas.

Texto por Prof. Dr. Cesar Leandro Schultz, Diretor do Museu