Sextante

PAUTA DA REPORTAGEM

Por que temos lapsos de memória?

A experiência de ter um lapso de memória, um “branco”, durante uma prova ou uma apresentação é comum e causa frustrações. Entretanto, esquecer é um processo natural: nos experimentos do psicólogo Hermann Ebbinghaus, no século 19, ele descobriu que, sem reforços ou conexões com conhecimentos prévios, se esquece 56% do que se aprendeu em uma hora, 66% em um dia, e 75% em seis dias.

Além disso, é rotineiro que se esqueça o que se aprendeu há relativamente pouco tempo mesmo entre estudantes exemplares – um estudo da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, mostrou que alunos com notas altas, em sua primeira semana na universidade, lembravam apenas 40% do que aprenderam no ensino médio.

Assim, o objetivo da reportagem, que tem enfoque no aspecto cognitivo da memória, é esclarecer como e por que esquecemos o que aprendemos, e como isso pode ser evitado.

Fontes

Pesquisadores do Núcleo de Estudos em Neuropsicologia Cognitiva da
UFRGS, pesquisadores do grupo de pesquisa Neuroimagem da Cognição Humana
do Instituto do Cérebro da PUCRS, neurologista e/ou psicólogo especializado em
cognição, estudante que tem ou já teve problemas em reter informações, e
psicólogo ou psicopedagogo especializado em aprendizagem.

Fotos e ilustrações

Fotos de uma pessoa estudando e ilustrações de estudantes tentando
lembrar de algo, e símbolos comuns quando se fala sobre memória e estudos, como
cérebros e lâmpadas, poderiam ser incluídos.

Perguntas para fontes

Por que começamos a esquecer o que aprendemos em pouco tempo? Há
estratégias para que consigamos reter informações por períodos mais longos? O
que causa os “brancos” durante provas e apresentações? Quando esquecer o que
se aprendeu deixa de ser algo normal e pode caracterizar uma patologia? Quais são
os efeitos que elementos externos, como o ambiente em que se estuda, têm sobre a
capacidade cognitiva? Métodos modernos de aprendizagem que têm se
popularizado, como a Técnica Pomodoro, têm respaldo científico?

Multimídia

Infográficos sobre a curva do esquecimento de Ebbinghaus e outros estudos
sobre memória e cognição.

Redes sociais

Posts no Twitter, no Instagram e no Facebook perguntando “você sabe o que
é a curva do esquecimento?”, com uma explicação sobre o experimento de
Ebbinghaus, e “a Técnica Pomodoro é eficiente para os estudos?”, além de
enquetes no Twitter e no Instagram perguntando “quantos por cento do que se
aprendeu se esquece em uma hora?”, “quão boa é a sua memória sobre o que você
aprendeu no ensino médio?” e “você já teve um ‘branco’ durante uma prova?”.


Da pauta à reportagem

O desenvolvimento dessa reportagem, desde o princípio, foi desafiador e animador. As perguntas planejadas foram utilizadas e úteis para a compreensão do tema e, consequentemente, a evolução do texto. 

Existiram, no entanto, percalços. O maior deles, sem dúvida, foi a falta de retorno de possíveis fontes que teriam sido importantes para elucidar o tema por diferentes perspectivas. Por outro lado, as fontes que foram entrevistadas foram solícitas e esclarecedoras.

Dessa forma, o resultado final, embora não idêntico ao que foi originalmente concebido, ao meu ver, é satisfatório e interessante. A reportagem aborda o tópico da ciência da aprendizagem, que se faz ainda mais relevante no momento atual, em que crianças e jovens se adaptam ao retorno presencial das aulas depois de um período de aulas remotas.