O objetivo da minha reportagem será abordar as formas em que os indivíduos lutam para recuperar memórias perdidas após um ou vários acontecimentos traumáticos, assim como também a luta de outros para viverem cientes de que nunca poderão lembrar uma parte do seu passado.
Para isso, planejo entrevistar psiquiatras, psicólogos, pessoas nessa situação, familiares dessas pessoas e outros especialistas no assunto.
De acordo com um artigo da Science Daily, escrito pela Dra. Darlene McLaughlin , psiquiatra norteamericana e professora do Texas A&M College of Medicine, se o cérebro registra um trauma muito grande num momento determinado da vida, ele pode, em determinados casos, bloquear essa memória num processo chamado dissociação – ou desapego da realidade, já que, segundo a psiquiatra, o cérebro tentará se proteger desse evento.
A dissociação causa uma falta de conexão nos pensamentos, memória e/ou senso de identidade de uma pessoa e é extremamente comum experimentar um caso de dissociação leve. Por exemplo, pessoas que “ se perdem” em um livro que estão lendo recentemente ou pessoas que sonham acordadas no trabalho, podem experimentar uma forma comum de dissociação leve.
Uma forma grave e mais crônica de dissociação é vista em doenças mentais e formas raras de distúrbios dissociativos, como o distúrbio de identidade dissociativa, que já foi chamado de distúrbio de personalidade múltipla. Da mesma forma como o corpo pode repelir um objeto ou substância estranha para proteger o resto do corpo, o cérebro pode dissociar-se de uma experiência.
A minha pauta, além de ser um breve perfil desse tipo de doenças, também abordará então a forma em que as pessoas acabam convivendo com elas.
Como recurso multimídia, captarei fotografias e vídeos das entrevistas, tanto do ambiente quanto dos entrevistados.
Sugestão para redes sociais: criação de um carrossel, que explique os primeiros pontos da matéria, e que tenha no primeiro Card o título do texto em formato de pergunta.
Da pauta à reportagem
Produzir a minha pauta levou cerca de um mês. Escolhi este tema porque alguns anos atrás eu tinha lido em uma revista de americana de assuntos gerais uma reportagem sobre pessoas que viviam com patologias similares. Ao pensar em uma pauta para a edição atual da revista, eu decidi explorar esse assunto de outra maneira, abordando o debate público dos cientistas em relação ao esquecimento pós-traumático.
A minha maior dificuldade foi encontrar personagens que sofreram dessa patologia, pois não encontrei comunidades virtuais que juntam este tipo de pessoas, e também não tive acesso a pacientes que passam por terapias para se recuperar deste tipo de esquecimento pós-traumático. Por isso, foi necessário levar a matéria por outro caminho e focar mais no debate científico.
Por meio de pesquisas nas redes sociais, em revistas especializadas e também por meio das entrevistas com psicólogos e psiquiatras que se especializam nesse assunto, tive a oportunidade de compreender mais os efeitos dessa patologia tão complicada que marca a vida de tantas pessoas.