Suporte social é fator essencial na extinção da memória do medo, segundo estudo

25 de abril de 2024 às 13:26
Foto: Marcelo Pires/JU-UFRGS

Segundo um estudo publicado em 2021 pelo Índice de Paz Global, o Brasil é o país com maior grau de medo de violência, com 83% da população afirmando ter medo de ser vítima de algum crime violento. Os mecanismos neurológicos acionados no cérebro após experiências causadoras de medo são vários, e as reações podem variar de pessoa para pessoa. Há quem se recupere psicologicamente dessas experiências, enquanto para outros as memórias de medo podem se transformar em fobias, ansiedade e até depressão. Em todo caso, a companhia de alguém familiar é sempre uma boa indicação para que se supere essas memórias, amenizadas pela memória de extinção.

É o que foi explorado num estudo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFRGS, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Neurociência Translacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Derivado da tese de doutorado da neurocientista Clarissa Penha Farias, o estudo, publicado na revista Behavioural Brain Research, investigou as diferenças na formação da memória de extinção em ratos wistar acompanhados de um coespecífico (suporte social) e sozinhos. Sob orientação da professora do Departamento de Bioquímica da UFRGS Angela Wyse, a pesquisa partiu de três receptores de serotonina (5-HT2A, 5-HT5A e 5-HT6) do córtex pré-frontal. Foi observado que, no grupo de ratos acompanhados, a formação da memória de extinção dependia de receptores de serotonina diferentes daqueles ativados no grupo de ratos que passaram pelo experimento sozinhos.

Confira a matéria completa no Jornal da Universidade.

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