Conforme Alexandro Cardoso, doutorando em Antropologia Social na UFRGS e representante do Rio Grande do Sul no Movimento Nacional de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), seis das 13 cooperativas de Porto Alegre estão completamente submersas, com 400 pessoas diretamente prejudicadas pela inundação. Ele tem recebido vários vídeos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp documentando a situação.
Em Canoas, outras 6 cooperativas estão inundadas, e 140 trabalhadores foram diretamente atingidos. Em São Leopoldo, são 5 unidades de reciclagem e 75 pessoas; em Novo Hamburgo, mais duas e 122 pessoas. Em Guaíba, uma cooperativa e 30 pessoas. “Além de cerca de 1,5 mil catadores de rua atingidos, principalmente em Porto Alegre, pois se concentram na área que foi mais alagada, que são as Ilhas e a Zona Norte”, informa o doutorando.
Foram organizadas quatro campanhas de solidariedade como forma de auxílio, duas em Porto Alegre, uma nacional e outra internacional. A campanha nacional é coordenada pela Associação Nacional de Catadores (Ancat), pelo MNCR e pela Unicatadores. “É mais difícil fazer chegar recursos físicos, pois não há logística para alguns lugares que estão inundados. Por isso, solicitamos que as doações sejam através de Pix. Assim é mais fácil controlar e garantir a transparência. Todos os valores serão destinados ao apoio emergencial a esses trabalhadores”, explica Cardoso.
Leia a reportagem completa em https://www.ufrgs.br/jornal/emergencia-climatica-afeta-sobrevivencia-de-catadores-de-reciclaveis-na-grande-porto-alegre/.
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Confira neste link mais uma edição especial do “Jornal da Universidade”, publicada nesta terça-feira, 14 de maio, com reportagens que mostram a articulação da Universidade e da sua comunidade acadêmica no atual cenário de emergência.