Cineclube Vestígio promove a mostra “Tecer Mundos” na Sala Redenção

Nesta quinta-feira (28), às 19h, o coletivo começa com a sessão de "O Abismu", filme do cineasta brasileiro Rogério Sganzerla

27 de agosto de 2025 às 16:09

Apresentando filmes do Terceiro Mundo que trazem elementos místicos e mágicos, o Cineclube Vestígio realiza a partir deste mês um conjunto de sessões intitulado “Tecer Mundos”, em parceria com o cinema universitário Sala Redenção.

A obra “O Abismu”, de Rogério Sganzerla, importante diretor do cinema brasileiro, abre o ciclo nesta quinta-feira, 28 de agosto, às 19h. O filme reúne figuras emblemáticas da cinematografia nacional, como Zé Bonitinho e José Mojica Marins (Zé do Caixão), em um tributo ao músico Jimi Hendrix e ao poder da divindade fenícia Mu. Em sua obra mais experimental, Sganzerla discorre sobre temas como misticismo e a condição humana ao som do Rei da Guitarra Elétrica. A produção foi descrita pelo crítico Luiz Carlos Oliveira como uma “pangeia cinematográfica”.

A projeção começa às 19h e será seguida de debate com os integrantes do cineclube. A entrada é gratuita e aberta à comunidade em geral. A Sala Redenção está localizada no Campus Centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

Mais informações sobre futuras exibições serão disponibilizadas no Instagram @cinevestigio @salaredencao

Sinopse

O ABISMU (dir. Rogério Sganzerla | Brasil | 1977 | 83min | 18 anos)
Inscrições em algumas das cavernas da Pedra da Gávea que remontam ao período pré-colonial são o ponto de partida para este tributo a Jimi Hendrix e ao poder de Mu, divindade fenícia celebrada por um fanatizado e intergaláctico Zé Bonitinho. Com acento experimental e trilha sonora de Hendrix, o filme traz José Mojica Marins, no papel de um cientista egocêntrico, além de Norma Bengell e Wilson Grey.

Sobre o Cine Vestígio

Criado em janeiro de 2024 com o objetivo de expandir para um público maior uma tradição entre amigos de assistir a filmes em conjunto, o Cine Vestígio investe na disseminação da paixão pelo cinema. O coletivo já realizou sessões em diferentes espaços culturais de Porto Alegre e funciona a partir de mostras temáticas, organizadas em conjunto pelos integrantes e sempre pensando em filmes que possam ser debatidos.


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