Grupo de estudos realiza ciclo de palestras “O ressurgimento do mito existencial do Kongo”

Palestras acontecerão entre os dias 8 e 19 de setembro

01 de setembro de 2025 às 15:14

O Grupo de Estudos Dimensões da Cultura Bantu-Kongo na África e na Diáspora promove ciclo de conferências com foco na cultura Bantu-Kongo entre os dias 8 e 19 de setembro. A atividade é uma ação de extensão da UFRGS, realizada com apoio do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e do Programa de Pós-Graduação em Música (PPGMus), dedicada à divulgação científica.

A série de quatro aulas/conferências ministradas pelo pesquisador Adrien Ngudiankama, coordenador da rede de estudos e pesquisas Kongo Academy, abordará aspectos da presença Bantu no Brasil, com ênfase no Rio Grande do Sul. O evento contará com outras cinco palestras que discutem como a cultura Bantu-Kongo se manifesta e se transforma, atravessando música, religião, educação, língua e identidade.

Estarão presentes pesquisadores e professores de diversas áreas das artes e humanidades, como o chefe do Departamento de Música, professor Felipe Merker Castellani, o professor do Departamento de História José Rivair Macedo, a professora do Departamento de Música Luciana Prass, a cantora e doutoranda em Artes Cênicas Pâmela Amaro e outros.

As inscrições serão realizadas presencialmente no primeiro dia do evento. Os participantes inscritos que estiverem presentes em pelo menos 75% das atividades receberão certificado. A programação pode ser conferida no Instagram @ifch_ufrgs.

​Todas as atividades acontecerão às 19h, no Campus Centro, distribuídas entre o Auditório Araucária, no Centro Cultural (Rua Eng. Luiz Englert, 333) e a Sala 102 da Faculdade de Educação (Faced – Av. Paulo Gama, 110).

Sobre Adrien Ngudiankama

Nascido na República Democrática do Congo, o pesquisador concluiu o doutorado em Educação e Promoção da Saúde pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres. Seus interesses de pesquisa incluem culturas kongo, religiões na África e na diáspora, promoção da saúde, paz e resolução de conflitos na África Subsaariana e contextos de imigrantes africanos. Além de pesquisas etnográficas realizadas em Angola, República Democrática do Congo e entre refugiados africanos em Londres, Paris e Bruxelas, ele também conduziu estudos etnográficos entre imigrantes africanos e haitianos na área metropolitana de Washington.

Programação Centro Cultural

08/09 – segunda-feira, 19h
O espaço cultural Kongo e a diáspora negro-africana
Felipe Merker Castellani e José Rivair Macedo

09/09 – terça-feira, 19h
Sonoridades Bantu na diáspora afro-riograndense
Luciana Prass e Pâmela Amaro

10/09 – quarta-feira, 19h
Afro-catolicismo e cultura Bantu-Kongo no Rio Grande do Sul
Francisca Dias e Iosvaldyr Bittencourt Jr.

11/09 – quinta-feira, 19h
Cosmologias Bantu-Kongo e religiões afro-riograndenses
com Taata Aislan Rodrigues e Duan Kissonde

12/09 – sexta-feira, 19h
Tradições Bantu e Pretuguês: diálogos entre educação e aportes linguísticos
Lázaro Evangelista e Ramon Arend Paranhos

Programação Faculdade de Educação

15/09 – segunda-feira, 19h
Movimentos político-religiosos e reivindicações do espaço físico e cultural do Kongo

17/09 – quarta-feira, 19h
Narrativas sobre o Kongo ancestral no mundo ocidental

18/09- quinta-feira, 19h
Continuidades transatlânticas duradouras e ressonância do Kongo no Novo Mundo

19/09 – sexta-feira, 19h
Paradigmas e simbolismo da continuidade cultural Kongo

Cultura Bantu-Kongo

A cultura Bantu-Kongo refere-se às tradições, crenças, línguas e práticas dos Bakongo, grupo étnico-linguístico da África Central que migrou de uma região ao sul do Rio Níger para a região do Rio Congo, deixando um legado cultural significativo em áreas como a organização social, a influência de suas línguas no Brasil, e o estudo da origem do universo com o seu cosmograma Dikenga, que é considerado um mapa da vida humana, da natureza e do Universo. As suas contribuições culturais incluem desde a culinária e as artes manuais até ritmos musicais como o samba e maracatu, e expressões religiosas como o candomblé de linhagem Congo-Angola e a umbanda.

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