Projeto codesenvolvido pela UFRGS fortalece protagonismo feminino no setor de energia

Os resultados parciais da ação indicam avanços na apropriação de conceitos científicos e no fortalecimento da articulação entre universidades e escolas

21 de outubro de 2025 às 16:44
Gabriela Heck fez uma apresentação do projeto Foto: Thallys Souza | Acadêmico de Publicidade e Propaganda

O processo de mudança gradual de fontes de energia fósseis para fontes renováveis e sustentáveis, conhecido como transição energética, é um desafio global que exige o esforço de todos e todas para ser efetivado. Com o objetivo de fortalecer a participação das mulheres nesse processo – e no setor de energia em geral –, a UFRGS desenvolve, desde janeiro deste ano, em colaboração com a UFSM e a UFSC, o Projeto Energizando a Equidade. A iniciativa, apresentada durante o 21º Salão de Ensino, está presente até o momento em seis escolas públicas da educação básica do RS e de SC e realiza oficinas, encontros e mentorias com alunas e professoras sobre energias renováveis, metodologia científica, gestão de energia e equidade de gênero.

A partir das capacitações, as participantes desenvolvem experimentos a serem apresentados em mostras científicas regionais ou nacionais, como a Mostra Científica do Litoral Norte Gaúcho (Moscling). Em setembro, estudantes da EMEF Vicente Farencena, de Santa Maria/RS, receberam menção honrosa no Moscling 2025, por um experimento sobre a influência da radiação solar na geração fotovoltaica. Além das oficinas e do desenvolvimento de projetos autorais, a iniciativa também já realizou visitas técnicas em universidades e produziu jogos didáticos a respeito das temáticas abordadas nas capacitações.

Segundo Gabriela Heck, pós-doutoranda e professora no projeto, os resultados parciais da ação indicam avanços na apropriação de conceitos científicos, no protagonismo das estudantes e no fortalecimento da articulação entre universidades e escolas. Para a coordenadora-geral, Aline Pan, a iniciativa atua na raiz do problema da sub-representação feminina no setor de energia. “São poucas as mulheres que trabalham no setor de energia, e menos ainda as que chegam a ocupar cargos de liderança. Esse projeto existe justamente para inspirar as meninas que estão construindo sua formação de base, para que elas compreendam que é possível fazer parte do processo de transição energética. Mais que isso, que sejam protagonistas dessa transformação”, afirma Aline.

Texto: Lucas Tillwitz | Acadêmico de Jornalismo
Edição: Ânia Chala
Revisão: Cristina Thume Pacheco


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