A 13ª edição da "Jornada: O pensamento de Rodolfo Kusch" acontece de 26 a 29 de novembro. Inscrições vão até o dia 24 de novembro
12 de novembro de 2025 às 15:02
Entre 26 e 29 de novembro, o Centro Cultural da UFRGS, a Faculdade de Educação e o Instituto de Letras recebem a “13ª Jornada: O pensamento de Rodolfo Kusch”. Essa será a segunda vez que a UFRGS sedia o evento, que neste ano tem o título Améfrica profunda, feminina e popular e propõe a interlocução entre as ideias de Kusch com as da pensadora brasileira Lélia Gonzalez. O encontro busca refletir, de maneira aprofundada, sobre as ideias dos filósofos, cuja obra condensa o desafio de vincular o pensamento popular, o pensamento dos povos originários e o pensamento acadêmico.
As inscrições para apresentação de resumos expandidos já estão encerradas, mas ainda é possível participar como ouvinte, inscrevendo-se até o dia 24 de novembro por meio deste link. Gratuita e aberta ao público, a programação conta com mesas e painéis temáticos, lançamento de livros, apresentações culturais e rodas de conversa. Confira a programação completa aqui.
Conheça os filósofos
O filósofo argentino Rodolfo Kusch nasceu em Buenos Aires em 1922, filho de imigrantes alemães. O pensador encontrou no convívio com os povos originários do norte argentino, especialmente nas províncias de Salta e do altiplano boliviano, a base de sua filosofia, que valoriza a sabedoria popular e os modos de vida tradicionais como fonte legítima de conhecimento. Sua obra reflete sobre as especificidades da cultura, subjetividade e libertação latino-americana.
Lélia Gonzalez nasceu na cidade de Belo Horizonte em 1935, autora dos livros Lugar de negro e Festas populares no Brasil, teve participação destacada em um dos momentos mais significativos da história da população negra no Brasil. Seus trabalhos na construção de novas epistemologias que valorizassem o legado histórico e cultural dos povos da América Latina e do Caribe possibilitaram a construção da categoria “Amefricanidade”. O conceito nasceu da passagem da filósofa pelos países da América Latina e do Caribe, o que a permitiu perceber que muitos traços culturais presentes neles também estavam presentes no Brasil.