O trabalho Canabidiol modula a excitabilidade cortical dependendo da idade e do contexto em modelo de malformação cortical, de autoria de Thais Martins de Lima, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica da UFRGS, recebeu o Prêmio Aristides Leão, o mais importante reconhecimento brasileiro na área de pesquisa experimental em epilepsia. A premiação ocorreu durante o 41º Congresso da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) 2026, em 16 de julho, em São Paulo.
O estudo, publicado na revista Experimental Neurology, demonstrou que o canabidiol (CBD) reduz a hiperexcitabilidade neuronal in vitro em um modelo experimental de epilepsia refratária, mas que sua eficácia depende da fase do desenvolvimento e do contexto em que é administrado. Thais explica que, como os mecanismos de ação do CBD ainda não são totalmente compreendidos, os resultados da pesquisa contribuem para o entendimento de como esse composto atua na excitabilidade neuronal e podem orientar o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais precisas para o tratamento das epilepsias refratárias.
O trabalho fez parte da dissertação de mestrado da aluna que agora, em seu segundo ano de doutorado, dá continuidade ao estudo da epileptogênese em epilepsias refratárias pediátricas associadas às malformações do desenvolvimento cortical. Thais é orientada pela professora Maria Elisa Calcagnotto, do Laboratório de Neurofisiologia e Neuroquímica da Excitabilidade Neuronal e Plasticidade Sináptica (NNNESP Lab) do Departamento de Bioquímica, do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS.