Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade promove seminário sobre mulheres negras na Medicina

Evento reuniu profissionais para compartilhar experiências, debater avanços na saúde e defender a ampliação das cotas raciais

03 de agosto de 2026 às 15:42
Isabel Santos, primeira pediatra negra formada no Rio Grande do Sul

A fim de homenagear as mulheres negras, o seminário “Mulheres negras na Medicina: superando barreiras e celebrando conquistas” ocorreu na Sala 2 do Salão de Atos da UFRGS, Campus Centro, no dia 25 de julho. Construído coletivamente pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS (Proafe), pela Frente Negra Gaúcha e pelo Coletivo de Médicas Negras, o evento marcou o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado anualmente nesta data. 

Representando esta parceria, participaram da abertura a presidente da Frente Negra Gaúcha, Vanessa Mulet, a chefe de Gabinete da Reitoria, Maria Luiza Saraiva Pereira, a vice pró-reitora da Proafe, Rita Camisolão, e a servidora Ana Carolina Aguilhera.

A Proafe apresentou um painel de dados com informações sobre como a política de cotas incidiu, historicamente, no acesso de mulheres negras no curso de Medicina da UFRGS, com destaque às diplomadas, bem como outros dados, que podem ser conferidos abaixo.

O evento teve mais de 200 inscrições e contou com dois painéis e atrações culturais. Após a recepção musical pelo artista Ney Portuah, ocorreu o painel Trajetórias e narrativas de mulheres negras na Medicina, seguido por A Medicina como espaço de possibilidades de mulheres negras. Os dois painéis destacaram duas gerações de médicas negras, considerando seus contextos e construções profissionais em suas áreas de especialidade.

Participaram desta partilha as médicas Cláudia Moraes, Isabel Santos, Karina Cristaldo, Letícia Chaves, Daniela Mansilha, Ana Paula Moreira, Tassiéle Moreira da Silva, Cleusa Conceição e Mariana de Oliveira Gomes. Para além do compartilhamento de seus relatos e perspectivas mais pessoais e profissionais, as participantes somaram às suas falas uma abordagem de necessidade de engajamento político, na luta pela manutenção e ampliação das cotas raciais.

Os relatos trouxeram as vivências destas mulheres que cresceram em suas comunidades e famílias, dentro de um país que tem diferenças subjetivas e profundamente marcadas pela racialização, durante toda a sua vida. Ao fim, a cantora e doutoranda da UFRGS Pamela Amaro encerrou o encontro com sua canção “Deixa que eu vou te contar”, música de empoderamento às mulheres negras.

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