Relatos destacaram a importância das práticas pedagógicas inclusivas e da formação contínua no fortalecimento da escola pública
21 de outubro de 2026 às 16:48
Em sua 27ª edição, o Salão de Extensão se consolida como espaço que celebra e promove as ações extensionistas da Universidade, reforçando seu compromisso com a transformação social e a interação entre academia e comunidade. Dividido em tertúlias, mostras interativas, apresentações, oficinas, apresentações na modalidade vídeo-pôster e planetário móvel, o evento integra o Salão UFRGS 2026.
A tarde deste terceiro dia de apresentações foi marcada por debates acerca da educação inclusiva. A Sessão 34 das tertúlias falou sobre iniciativas de formação docente, práticas pedagógicas anticapacitistas e ações voltadas à equidade étnico-racial no ambiente escolar. Entre os trabalhos apresentados, destacaram-se projetos voltados à formação de profissionais de apoio, ao desenvolvimento de materiais didáticos interativos e à construção de espaços educativos plurais, reafirmando o papel central da Universidade na democratização do acesso e da permanência na educação básica.
Evidenciando que toda troca é essencial e cada trajetória, única, o encontro proporcionou a partilha de variados olhares sobre um mesmo projeto. Como exemplo dessa construção coletiva, o projeto Tessituras do fazer pedagógico esteve representado por três trabalhos apresentados por seus extensionistas no mesmo espaço de debate. A iniciativa, vinculada à Faculdade de Educação (Faced), remete ao ato de tecer e costurar: “Para nós, tem um significado diferente, relacionado a esse trabalho em coletivo, um trabalho realizado por muitas mãos”, declarou Anita Dutra, estudante de Pedagogia que apresentou o trabalho “Tessituras: atelier profissionais de apoio à inclusão”.




Em sua exposição, Anita compartilhou o impacto das ações desenvolvidas ao longo dos sete anos do grupo, como a realização de aulas abertas, cursos e a participação no 14º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (SEURS), além de audiências públicas sobre inclusão escolar. A extensionista ressaltou que as formações do projeto já alcançaram cerca de 500 profissionais da educação e anunciou os próximos passos da iniciativa, que incluem a realização de um seminário estadual e o lançamento de uma especialização em Atendimento Educacional Especializado (AEE), reafirmando o compromisso de seguir tecendo transformações na escola pública.
A dimensão formadora da extensão também esteve presente na fala da graduanda Alice Werner Vargas, que apresentou o trabalho “Curso de extensão em educação inclusiva: formação de profissionais de apoio à inclusão”, também ligado ao projeto Tessituras. Prestes a se formar, a estudante revelou que pretende seguir na pós-graduação e destacou a relevância dessa experiência acadêmica: “A extensão é algo que nos motiva a estudar além da Universidade”. Anita complementou a reflexão ressaltando o papel transformador da prática na trajetória dos estudantes: “Eu acho que a extensão traz esse olhar crítico e esse olhar diferenciado”.
O Salão UFRGS segue sua programação presencial com os oito eventos até dia 23 de outubro, no Campus do Vale.
Texto: Izadora Hypólito, acadêmica de Jornalismo
Edição: Marcelo Sousa
Revisão: Cristina Thumé