Habitar a escola : minúcias de encontros entre arte e educação, de Alessandra Baldissarelli Bremm


DISERTA1

A pesquisa parte de inquietações docentes cotidianas de uma professora de Arte de escola básica da rede pública, que, ao relacionar seus processos artísticos com questões da docência e com os estudos dos conceitos de ―vida como obra de arte‖ (NIETZSCHE, 2012) e ―estética da existência‖ (FOUCAULT, 2004a), percebe a arte como um modo de pesquisar em educação. Com a realização de uma residência artística em uma escola básica da rede pública de Porto Alegre – RS, buscou-se produzir outros tempos e espaços para problematizar as emergências dos encontros entre arte e escola, a partir da seguinte problematica: De que modos uma residência artística pode vir a problematizar os tempos e os espaços da escola, a partir dos encontros entre arte e educação?. As experiências da residência artística na escola permitiram tensionar, de modo artístico, questões relacionadas ao cotidiano escolar, à docência e seus desafios no mundo contemporâneo. A arte permeou a pesquisa, em sentido expandido, a partir dos referenciais teóricos, como postura diante da vida, bem como, através de produções artísticas desenvolvidas na residência e de trabalhos de artistas que contribuem para pensar as questões emergentes neste trabalho. Os encontros entre arte e escola fizeram emergir questões relacionadas às minúcias da escola, entendidas, aqui, como potências para pensá-la nas seguintes linhas de força: a escola como espaço de alteridade, no(s) outro(s) como estrangeiro(s) e os tempos e os espaços escolares em relação aos tempos da arte Os modos de fazer pesquisa na escola são relacionados com noções de residência artística, bem como, das pesquisas educacionais baseadas em arte (PEBA), no intuito de salientar a especificidade de uma pesquisa de cunho artístico realizada no campo educativo. Também buscou-se operar na potência dos entremeios, produzindo fissuras entre as fronteiras que delimitam o que é considerado arte e o que é considerado educação. A escola foi pensada como potência de criação em sua multiplicidade de práticas, sem o intuito de realizar diagnósticos ou prescrições. O caráter de troca permeou todas as ações da residência, em que o próprio lugar da pesquisadora&professora&artista esteve em constante movimento na escola, possibilitando afirmar a potência dos espaços ―entre‖ para além de delimitações. No entrecruzamento entre as experiências vividas na residência artística e a escola, afirma-se a potência da arte como um outro tempo e espaço para pensar as relações entre escola, arte e educação no mundo contemporâneo.

 

BREMM, Alessandra Baldissarelli. Habitar a escola : minúcias de encontros entre arte e educação. Dissertação de Mestrado em Educação, UFRGS, 2017

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