HGE

Grupo de pesquisa do IPH conduz atualização das Contas Econômicas Ambientais da Água em parceria com a ANA

Grupo de pesquisa do IPH conduz atualização das Contas Econômicas Ambientais da Água em parceria com a ANA

Iniciativa busca aprimorar o acompanhamento da disponibilidade de água e sua relação com as atividades econômicas no Brasil

 

O grupo de pesquisa Hidrologia de Grande Escala (HGE), do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, reuniu-se com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), nesta quinta-feira, 22 de outubro, para discutir a atualização das Contas Econômicas Ambientais da Água (CEAA) do Brasil, referentes ao período de 2010 a 2025.

O IPH está atuando na base hidrológica das CEAA por meio da combinação de dados observados, modelagem hidrológica desenvolvida no Instituto e diferentes produtos de satélite para estimar chuva, evaporação, vazões e armazenamento de água em todo o território brasileiro.

Nesta atualização, os pesquisadores incorporaram bases de dados mais recentes e mais precisas, aprimoraram o modelo hidrológico e revisaram o cálculo da água armazenada nos reservatórios. Todo o processamento feito pelo HGE foi organizado para ser reprodutível, o que facilita as próximas atualizações e permite aplicar a mesma metodologia a estados, biomas e bacias.

O trabalho é conduzido pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS) em parceria com a ANA, no âmbito do TED Modelo Nacional das Águas.

 

O que são as CEAA

As Contas Econômicas Ambientais da Água buscam tratar a água como parte do patrimônio do país. Elas funcionam como um extrato bancário: registram a quantidade de água que havia no início do ano em rios, lagos, reservatórios, no solo e nos aquíferos; depois, somam a quantidade que entrou através da chuva e pelos rios vindos de outras regiões; descontam a quantidade que saiu pela evaporação e pelos rios que seguem para o mar ou para países vizinhos; e só então chegam ao que restou no fim do ano. Depois disso, esse balanço é conectado aos dados da economia, mostrando quanta água cada setor capta, consome e devolve.

Com esse balanço, é viável acompanhar se a água disponível aumenta ou diminui ao longo dos anos. Também é possível entender quanto cada atividade depende dela e quanto custa manter a infraestrutura que a abastece. 

Essas informações são essenciais para planejar o uso da água em um país onde essa disponibilidade varia muito de uma região para outra e de um ano para outro. As contas seguem um padrão internacional das Nações Unidas e são publicadas por ANA e IBGE.

Para mais informações sobre as CEAA no Brasil, acesse: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102001_informativo.pdf

 

Foto: Cavalcanti, Ricardo Zig Koch/ANA

Texto: Texto: Diandra Conchy | Graduanda em Jornalismo pela UFRGS

 

Posted by comunicacao in Notícias

Pesquisadores do IPH apresentaram estudo sobre a enchente de 2024 em workshop internacional

Os pesquisadores liderados pelo professor Leonardo Laipelt analisaram os impactos econômicos do evento climático

 

Integrantes do IPH participam de Workshop internacional

Integrantes do IPH participam de Workshop internacional | Foto: Acervo IPH

A enchente que ocorreu em maio de 2024 no Rio Grande do Sul foi o estudo de caso apresentado pelos representantes do Brasil no workshop internacional sobre modelagem de risco climático e decisão pública entre os dias 13 e 16 de julho.

A equipe brasileira do grupo de pesquisa Hidrologia em Grande Escala (HGE) do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), liderada pelo Professor Leonardo Laipelt e pelo doutorando Gabriel Matte Rios, em parceria com os pesquisadores Alisson Fiorentin e Henrique Sanchez Franz, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), aprofundaram a análise dos impactos econômicos do evento climático e simularam a eficiência de diferentes medidas de adaptação.

O encontro reuniu cerca de 20 modeladores e especialistas em risco do Brasil, de El Salvador e do Peru, que constituiu a etapa final de um ciclo de treinamentos virtuais e de suporte técnico contínuo focado na plataforma CLIMADA (CLIMate ADAptation), utilizada mundialmente para avaliação de risco climático e análise de opções de adaptação. O encontro consolidou, refinou e validou estudos de caso desenvolvidos pelos participantes, aprimorando o domínio dos pesquisadores sobre a ferramenta.

O evento foi promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a América Latina e o Caribe, com apoio técnico do Institute for Environment and Human Security da Universidade das Nações Unidas (UNU-EHS).

 

Texto: Diandra Conchy | Graduanda em Jornalismo pela UFRGS

Foto: Acervo IPH