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Vantagens de consumir frutas e verduras da época

Quando uma fruta está no auge de sua maturação, é fácil perceber quão atrativa ela fica. Ao passar pelas gôndolas de hortifruti – no supermercado ou nas feiras – o perfume exala e toma conta do ambiente ao redor. Aquele cheirinho gostoso de abacaxi e de manga madura, o morango que chama a atenção também pela cor são apenas alguns exemplos. A riqueza de compostos voláteis é o que confere o aroma inconfundível da fruta “da época”. A coloração também fica mais intensa, quanto mais o vegetal se encontra no seu estágio ideal de maturação. E o sabor? Esse então nem se fala! É só lembrar da inigualável sensação de comer bergamota no sol e frio – típicos da estação do ano em que, no sul do Brasil, é justamente o forte da safra das tangerinas, como ponkan e murcott. 

Toda essa intensidade é reflexo de sua composição.

Quando a fruta está madura, geralmente está mais repleta de compostos antioxidantes como os flavonoides – dentre eles as antocianinas que conferem a coloração vermelha, roxa e azulada dos morangos, amoras, mirtilos e cerejas, por exemplo. Estes compostos, os chamados fitoquímicos, são bastante variados e presentes nos diversos vegetais que consumimos, tanto nas frutas como nas hortaliças. Numerosos estudos apontam que eles podem ter função protetora para as células do corpo humano, justamente por seu potencial de neutralizar radicais livres, evitando os efeitos deletérios do estresse oxidativo, dentre outros mecanismos de ação.

É bom lembrar que nem sempre o grau de maturação corresponde exatamente à safra, quando é a colheita. Isto se aplica aos chamados frutos climatéricos – aqueles que continuam a amadurecer depois de colhidos. Neste caso, a riqueza de sua composição química – no sentido de ser mais favorável para consumo em termos funcionais, de modo geral – é maior no fruto maduro.

Outras vantagens de consumir os vegetais “de época” são a facilidade no acesso – tanto pela disponibilidade e abundância – como pelo menor preço, bem como o fortalecimento da pequena agricultura local/regional.

Na hora de compor as refeições do dia a dia, vale a pena, portanto, lançar mão das várias frutas e verduras que estão naturalmente mais acessíveis, aromáticas e saborosas. Para facilitar o conhecimento de quais são essas hortaliças e frutas que estão mais abundantes no período, alguns aplicativos e blogs disponibilizam mensalmente boletins (postagens) em suas redes sociais, como o próprio @laranjanacolher e o @desrotulando, ambos no Instagram. É possível também consultar os calendários de sazonalidade (época “forte”) dos vegetais através de pesquisa nos sites oficiais dos CEASAS de cada região.

Texto elaborado por Patricia Soeiro Petroski – nutricionista DPSD/PRAE/UFRGS CRN2ª 11247

Referências: 

HALLIWELL, B.; GUTTERIDGE, J.M.C. Free Radicals in Biology and Medicine. 4. ed. Oxfrod: Clarendon, 2006.

LOBO, V.; PATIL, A.; PHATAK, A.; CHANDRA, N. Free radicals, antioxidants and functional foods: Impact on human health. Pharmacogn Rev., v. 4, n. 8, p. 118–126, jul./dec. 2010.

MORAES, Fernanda P.; COLLA, Luciane M. Alimentos funcionais e nutracêuticos: definições, legislação e benefícios à saúde. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 3, n. 2, p. 109-122, 2006.

ROBARTS et al. Phenolic compounds and their role in oxidative processes in fruits. Food Chemistry, n. 66, p. 401-436, 1999.

WANG, Hong; CAO, Guohua; PRIOR, Ronald L. Total antioxidant capacity of fruits. J. Agric. Food Chem., n. 44, p. 701-705, 1996.

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