Texto elaborado por Fabiana Tanabe, nutricionista (CRN2 9727) na DPSD/PRAE/UFRGS.
Presente em muitos preparos vegetarianos e bastante popular por conta do seu valor acessível de mercado, a proteína texturizada de soja, carinhosamente conhecida como PTS, é uma ótima alternativa para aquelas pessoas que substituem o consumo de carne por análogos vegetais. Mas você sabe como a PTS surgiu e se ela realmente é segura para consumo humano? Vem com o Laranja entender um pouco mais sobre ela!
A PTS surgiu pela primeira vez em meados da década de 1960, a partir de um processamento industrial, o qual não pode ser replicado em ambiente doméstico, chamado extrusão, que é derivado da extração do óleo da soja. O farelo de soja resultante da retirada do óleo passa pela extrusão a fim de adquirir a textura fibrosa e esponjosa semelhante da carne, e dessa forma, começou a ganhar espaço no prato das pessoas adeptas de dietas vegetarianas.
Além disso, uma vez que esse processo mantém as características nutricionais presentes na soja, a PTS acaba se tornando um ótimo ingrediente alimentar. Além de rica em proteínas, também é baixa em gorduras saturadas (ao contrário das carnes) e uma boa fonte de fibras alimentares. Para o consumo, é necessário reidratá-la por cerca de quinze a vinte minutos, e depois de enxaguar bem (algumas pessoas usam limão ou vinagre nessa etapa de enxágue), é só refogar e temperar a gosto.
É um ingrediente muito utilizado tanto pela indústria, na produção de hambúrgueres e almôndegas vegetarianas congelados, como em restaurantes especializados em cardápios à base de vegetais. Também é bastante usado na opção vegetariana dos restaurantes universitários. A facilidade de utilização e seu baixo custo também permitem que seja um produto viável de ser usado em ambiente doméstico, sendo um ingrediente muito eclético.
Por todas as vantagens citadas, a proteína texturizada de soja é uma ótima alternativa à carne, sendo segura para o consumo humano e ainda favorável para a sustentabilidade na alimentação, pois consiste no aproveitamento integral da soja. Ademais, o maior incentivo a um padrão alimentar baseado em plantas e reduzido no consumo de produtos de origem animal contribui diretamente para a diminuição da emissão de gases advindos da produção pecuária e para a diminuição do desmatamento de florestas.
Referências bibliográficas:
Bakhsh, A.; Lee, E.-Y.; Ncho, C.M.; Kim, C.-J.; Son, Y.-M.; Hwang, Y.-H.; Joo, S.-T. Quality Characteristics of Meat Analogs through the Incorporation of Textured Vegetable Protein: A Systematic Review. Foods 2022, 11, 1242. https://doi.org/10.3390/foods11091242
Baune, Marie-Christin; Terjung, Nino; Tülbek, Mehmet Çağlar, Boukid, Fatma.Textured vegetable proteins (TVP): Future foods standing on their merits as meat alternatives. Future Foods, Volume 6, 2022,100181, ISSN 2666-8335, https://doi.org/10.1016/j.fufo.2022.100181.





