Para as famílias da antiga Vila Nazaré, na zona norte da capital gaúcha, a Copa de 2014 no Brasil significou a perda da casa
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A cor da esperança
As casas de duas vizinhas que moram uma na frente da outra, na Vila dos Ferroviários, em Porto Alegre, sempre tiveram em comum o fato de serem verdes. Thaís Ferreira Silva, de 34 anos, e Ana Paula Teixeira, de 44, também compartilham uma mesma história: precisaram sair de suas casas às pressas em maio deContinuar lendo “A cor da esperança”
Uma casa que abraça
“Eu gosto quando ela faz sacolé”, conta Vicente Olgim Bernardes Barcellos, de oito anos, sobre o que mais gosta na casa da avó. As casas das avós são espaços em que quase tudo é possível: as comidas têm um gosto especial, os jardins parecem mais coloridos e o afeto perpassa gerações. Essenciais para a constituiçãoContinuar lendo “Uma casa que abraça”
Um lugar para permanecer
Os dizeres Kãmu Hã Hãn Ni e Purãga Pesika dão boas-vindas nas línguas kaingang e nheengatu, na entrada da Casa do Estudante Indígena (CEI), em meio ao Campus Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), zona central de Porto Alegre. Desde 2022, o local de pouco mais de 1,1 mil metros quadrados,Continuar lendo “Um lugar para permanecer”
Onde o axé faz morada
É sábado e você escuta ecoando pela vizinhança o som do tambor, que vem lá do terreiro, aquele pertinho da sua casa, que sua amiga, sua tia e a moça da padaria frequentam. Aquele batuque criando quase uma ponte invisível entre o mundo físico e o espiritual. Ali, entre os cânticos e as danças, aContinuar lendo “Onde o axé faz morada”
Sobre viver no limbo
Devido à perseguição durante a ditadura militar, Helena Dória Lucas de Oliveira e sua família tiveram de se mudar para o Chile, quando ela tinha apenas oito anos. Antes mesmo de atingir a maioridade, Helena já havia vivido em dois continentes diferentes. Paulo de Tarso permaneceu no Brasil, mas viveu por dois anos apartado da família e dos amigos. Foi preso e torturado. As histórias de Helena e de Paulo exemplificam o que o sociólogo Jair Krischke chama de limbo.
O abrigo de quem abriga
Aos 16 anos, Isabelli Cunha ficou grávida, uma palavra que deriva do latim, gravidus, ou “aquela que carrega ou leva um peso”. Aos 16 anos, Isabelli Cunha foi também gestante. Gestação é um termo que vem do grego: gígnomai significa nascer ou gerar. Os paradoxos vivenciados pela jovem vão além da etimologia dos termos queContinuar lendo “O abrigo de quem abriga”
Ecos da memória
Noites de sono interrompidas por ligações estáticas em interfone, utensílios se movendo sozinhos, energia pesada e presença que se sente. Esse é o passado e, de certa forma, o presente de Mariele Chassot, 25 anos, mestranda em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nos dois apartamentos que já residiuContinuar lendo “Ecos da memória”
Vai e volta
Às 9h, em Alvorada, o dia de Vanessa da Rocha começa. A vendedora de 44 anos inicia sua rotina pensando nas tarefas que precisa cumprir cedo, porque logo terá que fazer uma viagem. Ela prepara suas refeições ainda pela manhã, já que passará boa parte do dia fora de casa. Enquanto a comida está noContinuar lendo “Vai e volta”
Coração de mãe encarcerado
Vomitando sangue, Jaqueline não sabia que estava com tuberculose quando chegou ao local em que viveria seus próximos dias. Karen, cansada da vida de foragida, se entregou à polícia. Sandra nunca havia passado por uma delegacia antes. Essas três mulheres hoje circulam pelo mesmo espaço: o Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier. O prédio histórico, corContinuar lendo “Coração de mãe encarcerado”
