Raízes para voltar

“Tchau mãe! Eu vou pra Itália, pra terra da vó.” Essas palavras foram repetidas inúmeras vezes pela pequena Cátia Dal Molin. Com cinco anos, ela colocava suas bonecas na mala e subia o morrinho de sua casa em Faxinal do Soturno, na região central do Rio Grande do Sul, fazendo de conta que estava viajandoContinuar lendo “Raízes para voltar”

O povo invisível

Às vésperas da 35ª edição do tradicional Festival Internacional de Balonismo, o município de Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, intensificou os preparativos para o grande evento. Entretanto, tem coisas que o município não quer que os visitantes vejam. Antes de os balões abrilhantarem os céus torrenses e milhares de pessoas voltaremContinuar lendo “O povo invisível”

Ensinar é resistir

No bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da capital gaúcha, está situada uma das 99 escolas indígenas da rede estadual. Dentro da aldeia, crianças da etnia kaingang aprendem na escola Fàg Nhin não só a ler e escrever, mas também a cultura de seus ancestrais. Educar é um ato político, e a sala de aulaContinuar lendo “Ensinar é resistir”

Entre o amor e o luto

Foram 48 anos dividindo a mesma cama, ouvindo as mesmas músicas e desfrutando o mesmo café da manhã. Quase meio século ao lado do mesmo amor. Aos 90 anos, Noemia Acunha de Araújo construiu uma trajetória com raízes profundas –  lembranças que permanecem no cotidiano, mesmo após o falecimento do marido, João Alcebíades de Araújo.Continuar lendo “Entre o amor e o luto”

A chamada dos Machado

O Quilombo dos Machado, em Porto Alegre, é um espaço de resistência e preservação da identidade negra, onde a capoeira e o maculelê são expressões culturais fundamentais para a sobrevivência e a luta contra a opressão. Sob a liderança de Luís Rogério Machado (Jamaica), a comunidade quilombola, reconhecida pela Fundação Palmares, aguarda a titulação oficial de seu território, um processo lento e marcado por disputas jurídicas. Apesar das dificuldades, os moradores, especialmente as crianças, mantêm vivas as tradições ancestrais e a luta pela justiça, reconhecendo que sua força está na preservação de sua cultura e na união diante das adversidades. A comunidade segue, como a capoeira, em uma pausa estratégica, atenta e pronta para avançar.

Do Jordão ao Guaíba

O Brasil é um reduto histórico para os palestinos que buscam refúgio da ocupação israelense, como é o caso de Nader Baja, que chegou no país em 1980, e de Mahmoud Abuhaloub, que veio em 2013. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), pelo menos 200 mil palestinos, entre imigrantes, refugiadosContinuar lendo “Do Jordão ao Guaíba”